Febre de “Jingle do Osmarzinho”: saiba quem inventou a primeira mensagem publicitária cantada no Brasil
O “Jingle do Osmarzinho” viralizou nas redes sociais, mas nasceu como estratégia de campanha em uma disputa eleitoral pela prefeitura de Cocal dos Alves, Piauí , em 2016.
Embora não tenha sido eficaz em impedir a vitória do político, foi marcante o suficiente para voltar à tona e fazer sucesso dez anos depois.
O jingle é um dos muitos exemplos da música sendo usada como artifício do marketing político; uma prática que começou no Brasil em 1929, na campanha presidencial de Júlio Prestes.
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Inspirado nas marchinhas carnavalescas, que já apresentavam teor político, o compositor Francisco José Freire Júnior escreveu o primeiro jingle de campanha do país, “Seu Julinho Vem”, em apoio a Prestes.
A canção marcou história ao entoar nas rádios uma melodia memorável, que fortalecia a presença do candidato na mente dos eleitores.
Mas a carreira de Freire Júnior vai muito além da publicidade: o artista foi um dos compositores mais celebrados da música popular brasileira e do teatro de revista.
No entanto, Prestes perdeu a eleição e Vargas veio a assinar um decreto que deu força ainda maior aos jingles.
Em 1932, o então presidente autorizou e regulamentou a publicidade no rádio via Decreto Lei nº 21.111.
A presença das marcas no meio aumentou, desde leituras cruas de nomes de empresas e produtos até experimentos mais criativos com músicas e efeitos sonoros.
A estratégia chegou a ser impedida anos depois, quando o uso do rádio na propaganda eleitoral foi proibido durante a ditadura do Estado Novo.
Em 1950, seria novamente Getúlio Vargas que inspiraria um dos jingles mais populares da política brasileira e tornaria a música-tema uma arma indispensável de campanha.
Relembre outros jingles populares da história “Retrato do Velho” foi o hino do retorno de Vargas ao poder, e foi o primeiro de uma sequência de jingles icônicos em eleições presidenciais.
“Juscelino é o Homem” marcou a campanha de Kubitschek na disputa seguinte, assim como “Varre, Varre Vassourinha” virou febre na candidatura de Jânio Quadros em 1960.
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