Criminosos usam IA do Cursor em ataques contra empresas globais
Cibercriminosos de língua russa utilizaram o assistente de inteligência artificial (IA) Cursor para planejar e executar invasões contra dezenas de empresas em pelo menos nove países.
Associado ao ransomware Aurora , o grupo conseguiu contornar as travas de segurança do sistema ao alegar falsamente que as invasões faziam parte de testes autorizados.
A Cursor e a controladora, a SpaceX, não responderam aos pedidos de posicionamento sobre o caso.
A Anthropic, dona do modelo de linguagem utilizado pela ferramenta, também não se manifestou.
A dinâmica dos ataques foi detalhada em relatórios independentes das empresas de cibersegurança Gambit Security e CloudSEK , além de uma apuração da agência de notícias Reuters .
Os pesquisadores tiveram acesso direto aos registros de bate-papo e às ferramentas dos criminosos devido a uma falha de configuração em um servidor mantido pelo próprio grupo, que ficou exposto na internet sem exigir senha.
Gráfico mostra a distribuição geográfica dos ataques do grupo associado ao ransomware Aurora entre abril e julho de 2026 (Reprodução/CloudSEK) Logística dos ataques Segundo a investigação, o operador humano usava comandos curtos e pedia ao agente de IA que encontrasse senhas ativas e descobrisse permissões de usuários nos sistemas invadidos.
A inteligência artificial respondia com sugestões de comandos e estratégias de exploração de vulnerabilidades.
Embora os pedidos tenham sido recusados algumas vezes pelas regras internas do software, o hacker reiniciava o diálogo e afirmava que atuava em um ambiente de simulação para liberar as respostas.
De acordo com Eyal Sela, diretor de inteligência contra ameaças da Gambit Security, a assistência automatizada reduziu o tempo gasto nas operações criminosas.
“O agente provavelmente os ajuda a agir de 30% a 50% mais rápido, porque permite pular todas as etapas que teriam de fazer manualmente”, afirmou.
A lista de organizações atingidas inclui a fabricante de produtos de limpeza belga Christeyns , a fabricante de portas alemã Teckentrup , a agência escocesa Helideck Certification Agency e a seguradora norte-americana Bayou Title , além de uma distribuidora farmacêutica na Argentina e uma indústria na Itália.
Nenhuma das empresas respondeu às solicitações de contato.
As análises da CloudSEK mostraram que o operador evitou atacar qualquer endereço digital ou rede localizada em países da Comunidade dos Estados Independentes, bloco formado por nações que integravam a União Soviética.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.