Diretora que teria obrigado aluno a beber a própria urina em MG pode responder por maus-tratos, aponta MP
Diretora que teria obrigado aluno a beber a própria urina pode responder por maus-tratos O Ministério Público apura um caso de maus-tratos contra um menino de 10 anos em uma escola municipal de Caxambu, no Sul de Minas.
Segundo a promotora de Justiça Tânia Nagib Abou Haidar Guedes, a diretora da unidade pode responder pelo crime após supostamente obrigar a criança a beber a própria urina como forma de punição.
Duas outras servidoras também poderão responder pelo mesmo crime, por omissão, caso fique comprovado que presenciaram a situação e não interferiram. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O caso aconteceu em 10 de agosto na Escola Municipal Padre Correia de Almeida.
A diretora, a vice-diretora e a secretária da escola foram afastadas preventivamente durante as investigações.
De acordo com a promotora, o enquadramento inicial é o de maus-tratos, já que a criança estava sob a autoridade da profissional no momento da suposta punição.
"A princípio, o crime de maus tratos, considerando que a profissional, a criança estava submetida sob a autoridade dela e ao repreendê-la, ela teria abusado flagrantemente nos meios de correção ou disciplina.
E teria uma causa de aumento de pena, porque foi cometido com uma criança de 10 anos de idade.
E as duas outras servidoras, que em tese teriam presenciado o fato e nada feito, poderão também, em tese, responder pelo crime de maus-tratos por omissão", disse a promotora.
Diretora que teria obrigado aluno a beber a própria urina em MG pode responder por maus-tratos, aponta MP Reprodução EPTV Segundo as apurações do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), do Conselho Tutelar e da Polícia Militar, o menino teria urinado na garrafa de água de uma colega da mesma idade.
A situação foi percebida pela professora de apoio da aluna, que encaminhou o estudante para a diretoria.
A conselheira tutelar Adriana da Silva afirmou que a denúncia da suposta punição partiu do próprio aluno durante atendimento realizado na casa dele.
"A garrafinha estava em cima da mesa e um copo de urina também.
A confirmação veio do próprio aluno, porque logo que chegou a denúncia, que nós nos reunimos, eu como conselheira e a advogada do CREAS, nós estivemos na casa dele, foi uma conversa um pouco demorada, com muito cuidado, com muito carinho para ele, porque ele é um menino bem tímido.
E aí ele acabou falando para nós que a professora diretora havia mandado ele tomar urina.
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