Como investigação sobre envolvimento do PCC no transporte público chegou ao ex-vereador Milton Leite
"Eu acho que vai envolver Milton Leite, o pessoal todo", diz em mensagem um integrante do PCC.
A polícia de São Paulo fez uma operação para combater a atuação do PCC no setor de transportes.
Onze pessoas foram presas, entre elas, Milton Leite, um importante líder político da capital, suspeito de envolvimento no esquema.
Uma denúncia anônima abriu uma porta que a polícia não imaginava onde ia dar.
Em 2023, a polícia apreendeu drogas em uma casa em Itaquaquecetuba (SP) e encontrou, no mesmo local, a esposa de um integrante do PCC.
A mulher passou a ser monitorada, após a polícia suspeitar que ela fosse o elo entre integrantes do PCC presos e criminosos que estavam nas ruas.
Meses depois, um celular apreendido abriu uma nova frente de investigação.
A partir desse aparelho, os investigadores identificaram outros celulares e novas conversas.
Em uma delas, os policiais identificaram suspeitas no sistema de transporte público.
"Nós identificamos 12 empresas de transporte que teriam envolvimento direto com o Primeiro Comando da Capital", diz Fabricio Intelizano, delegado da Polícia Civil de Mogi das Cruzes.
Um levantamento do g1 aponta que essas 12 empresas operam todas as linhas de bairro em São Paulo e, juntas, transportam 41% de todos os passageiros.
Desde os anos 90, o PCC já era suspeito de atuar no transporte clandestino em São Paulo.
A operação desta semana tenta descobrir como criminosos conseguiram firmar contratos com as prefeituras.
Entre tantos outros celulares, a investigação chegou dentro do próprio poder público: SP Trans, empresa que gerencia o transporte de ônibus da cidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.