Paquistão diz ter avanço em conversa com Irã após pressão econômica dos EUA
O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, afirma que houve "progresso significativo" ontem em conversas com o Irã sobre o conflito entre Teerã e os EUA.
Declaração foi feita após uma reunião em Teerã com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian. "Progresso significativo foi feito, e a reunião foi concluída em uma atmosfera muito positiva", escreveu Naqvi no X.
Naqvi disse que o encontro tratou das tensões no Oriente Médio e de caminhos para reduzir a escalada do conflito. Segundo ele, a conversa também abordou os próximos passos e medidas que Paquistão e Irã precisariam adotar para avançar na negociação.
Um dos pontos citados pelo ministro foi a tentativa de reativar o Memorando de Entendimento de Islamabad. O documento, assinado por ambas as partes em junho, previa um período para uma negociação prévia antes de um acordo final. Na prática, no entanto, o texto não surtiu tanto efeito, com acusações múltiplas de violações.
Ministro afirmou que o presidente iraniano apresentou preocupações do governo sobre o cenário regional. "A reunião com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian terminou com uma nota muito positiva", declarou.
O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, que construiu um relacionamento pessoal com o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou ao Irã na segunda-feira para conversações. O Paquistão disse que a visita faz parte de seus esforços "para promover a paz e a estabilidade regionais", e uma fonte paquistanesa declarou que Munir deveria se reunir com pessoas próximas ao líder supremo do Irã.
Autoridades paquistanesas têm tentado manter uma via diplomática aberta entre Teerã e Washington nas últimas semanas. A movimentação ocorre enquanto os EUA aumentam a pressão econômica sobre o Irã e defendem que países interrompam relações comerciais com Teerã.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu medidas severas contra o Irã, que vem sofrendo sanções econômicas quase contínuas . "Ao amanhecer, começa um 'Dia D' econômico — a maior ofensiva financeira já mobilizada contra um adversário", escreveu Bessent em um artigo de opinião publicado no Financial Times no domingo.
O Irã rejeitou a ameaça dos EUA, prometendo interromper todas as exportações de petróleo do Golfo "se a guerra econômica continuar". O país emitiu uma nova advertência aos navios para que não atravessassem o Estreito de Ormuz sem sua permissão, listando 45 embarcações que, segundo ele.
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