Avanços da medicina sobre o câncer de pulmão colocam acesso e diagnóstico precoce no centro do debate
O enfrentamento ao câncer de pulmão passou por importantes transformações nos últimos anos.
A medicina de precisão, a imunoterapia, as terapias-alvo e os avanços no diagnóstico molecular abriram novas possibilidades para o tratamento da doença.
O desafio agora é ampliar o acesso a essas inovações e fortalecer estratégias que permitam identificar os casos cada vez mais cedo .
Esse é o tema central do 9º Fórum Oncoguia de Câncer de Pulmão, que acontece no dia 31 de agosto, em São Paulo.
Com a provocação “O câncer de pulmão mudou.
O sistema acompanhou?”, o encontro reunirá especialistas, representantes do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), sociedades médicas ligadas à oncologia, cirurgia oncológica e radioterapia, e entidades da área da saúde.
O evento ocorre em um momento simbólico: 2026 marca o primeiro Agosto Branco oficial do Brasil, mês nacional de conscientização sobre o câncer de pulmão, instituído por lei federal.
Segundo estimativas do INCA, o Brasil deve registrar 35.380 novos casos de câncer de pulmão por ano no triênio 2026-2028.
A doença segue entre as principais causas de morte por câncer no país, e um dos grandes desafios está no diagnóstico precoce.
Dados do Radar do Câncer, plataforma do Instituto Oncoguia, apontam que a maioria dos pacientes ainda descobre a doença em estágios avançados, o que reforça a importância de ampliar o debate sobre rastreamento, diagnóstico e organização da linha de cuidado .
“A ciência avançou a passos largos com a imunoterapia, as terapias-alvo e a testagem molecular, mas existe um abismo entre o que a inovação oferece e o que efetivamente chega à ponta do sistema.
O desafio é transformar tecnologia em cuidado acessível e de verdade ”, afirma Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia.
Rastreamento e diagnóstico precoce Entre os principais temas do Fórum estará o debate sobre estratégias para ampliar a detecção precoce do câncer de pulmão.
O diagnóstico em fases iniciais é considerado fundamental para aumentar as possibilidades de tratamento.
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