Depois do ataque, o ResOps: a aposta da Commvault para manter empresas de pé
Toda vez que uma nova disciplina de TI amadurece o suficiente para virar prioridade de orçamento, o mercado costuma batizá-la com uma sigla de três letras.
Foi assim com o FinOps , que nasceu para colocar disciplina financeira sobre os gastos crescentes com nuvem.
Foi assim também com o DevOps , criado para aproximar times de desenvolvimento e operações e viabilizar entregas ágeis.
Agora, a discussão que ganha corpo no mercado de proteção de dados e segurança é o ResOps , abreviação de Resiliência Operacional.
O conceito é defendido pela Commvault como o próximo estágio natural de uma conversa que, segundo a companhia, já não é mais sobre “se” uma empresa vai sofrer um ataque, mas sobre “quando” isso vai acontecer e se ela estará pronta para voltar a operar.
“As áreas têm de estar integradas para se ter uma boa recuperação.
Não se consegue ter uma boa recuperação se não integrar as áreas”, resume o diretor Brasil da Commvault, Marcos Gomes .
Por trás da proposta está um diagnóstico que a própria empresa levantou com a IDC, em pesquisa com 539 tomadores de decisão das áreas de TI e resiliência na América do Norte , sendo 80% dos participantes dos Estados Unidos e 20% do Canadá.
Cerca de 85% já haviam enfrentado um incidente cibernético.
O resultado? Apenas 27% dos entrevistados demonstraram um estágio avançado de preparo.
Isso significa que mais de dois terços das organizações consultadas ainda não atingiram um patamar básico de capacidade de recuperação diante de um incidente, um contraste que ajuda a explicar por que o tema deixou de ser pauta exclusiva da área de TI e passou a ocupar a mesa de conselhos e diretorias.
O levantamento também expõe uma fragilidade que tende a ganhar peso com o avanço da IA agêntica: a gestão de identidades.
Nove em cada dez entrevistados afirmam que precisam aprimorar essa capacidade para lidar com os riscos trazidos por agentes de IA, enquanto 58,7% avaliam que sua abordagem atual exige melhorias significativas ou uma reformulação completa.
O desafio cresce à medida que identidades não humanas passam a acessar continuamente sistemas e dados corporativos e podem se multiplicar sob demanda, ampliando a superfície que as empresas precisam governar e recuperar após um incidente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.