Equipe de Ana Elisa acusa Nikolas Ferreira de divulgar montagem e anuncia ações na Justiça
A equipe da parlamentar Ana Elisa anunciou através de nota que acionará a Justiça Eleitoral e o Ministério Público contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), acusado de divulgar uma montagem que atribui à jovem uma mensagem favorável ao fechamento de igrejas.
Publicada nas redes sociais na quinta-feira (8), a suposta postagem seria de outubro de 2022, quando Ana tinha 17 anos.
Segundo a assessoria, o conteúdo é falso e será submetido a perícia.
De acordo com a manifestação da equipe, a mensagem não aparece no histórico da conta de Ana no X, e ela nunca defendeu o fechamento de igrejas.
A assessoria afirma que pretende responsabilizar tanto o deputado quanto as pessoas que compartilharam o material.
O comunicado também acusa perfis ligados à rede bolsonarista de disseminar montagens, mensagens racistas e ameaças de estupro e de morte contra a parlamentar.
Segundo a equipe, os ataques se intensificaram depois que Ana passou a se dedicar à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A assessoria sustenta que a divulgação de conteúdo falso durante o período eleitoral pode configurar crime previsto no artigo 323 do Código Eleitoral.
Também menciona o artigo 326-B, que trata da violência política contra mulheres em razão de seu sexo, raça ou cor.
O enquadramento criminal, porém, depende da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
Equipe cita decisão anterior contra Nikolas Para contestar a publicação, a equipe de Ana relembrou um episódio de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por unanimidade, que Nikolas Ferreira publicasse direito de resposta a Lula por um vídeo que associava o então candidato ao fechamento de templos religiosos.
Segundo o comunicado, o próprio deputado reconheceu, no texto publicado em cumprimento à decisão, que a afirmação era “completamente falsa”.
A assessoria acusa Nikolas de retomar agora uma alegação semelhante para atacar Ana Elisa.
A equipe também afirma que publicações antigas e autênticas da parlamentar foram retiradas de contexto nas redes sociais.
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