Mendonça infeliz com punição de golpistas? E seu instituto milionário
Não vou, desta feita, indagar ao ministro André Mendonça, do STF, por que os inquéritos sobre Lulinha que estão com ele são uma peneira — tudo vaza — e por que nada vaza sobre o “Dark Horse”.
E igualmente não vou perguntar p or que, até agora, ninguém se interessou pelas lambanças da GO UP, a produtora que pertence a Karina da Gama (que fez o tal filme), que também é a chefona de um tal Instituto Conhecer Brasil, uma de suas ONGs (ou algo parecido) que movimentam valores milionários, inclusive em emendas .
Nota: o ministro Flávio Dino só determinou o compartilhamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo porque é o relator da investigação sobre a esbórnia das emendas.
Não vou perturbá-lo com nada disso.
Hoje, as minhas dúvidas dirigidas ao douto Mendonça têm a ver com Lupicínio Rodrigues, talvez até com Assis Valente… Vou explicar tudo.
E terei de perguntar: ele acalentava golpistas? Na sexta passada, o ministro fez a palestra de encerramento do 5º Seminário Nacional da Anamel (Associação Nacional de Magistrados Evangélicos), no Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo.
“Anamel” só não é um nome mais poético, quando considero a etimologia de “Ana” e de “mel”, do que “Deserto Feliz”, a cidade alagoana para onde Arthur Lira correu para não ter de se encontrar com Flávio Bolsonaro em Alagoas… “Anamel”… Algo como a “A Doçura da Graça”.
Ou “A Graça da Doçura”.
Em qualquer ordem, a misericórdia de Deus grita com fúria lírica .
Mas voltemos.
Mendonça fez um discurso cuja síntese poderia ser esta: ninguém deve ambicionar ser ministro do STF para ficar rico.
Quem nasceu anteontem — como é o meu caso, embora pareça ter sido ontem, claro! —, entendeu que ele manda recados a alguns possíveis desafetos do tribunal, com os quais pretende contrastar a sua suposta humildade — não direi “franciscana” porque, na chave do cristianismo, ele deriva de um cisma.
Se bem que São Francisco é anterior ao grande racha, né? Pode servir de inspiração ao ministro.
E, antes deste, talvez conviesse prestar atenção a Santo Agostinho: “Mais vale quem me critica porque me corrige do que quem me adula porque me corrompe”.
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