'Se o presidente da República pode sofrer impeachment, o ministro do Supremo também não pode?', diz Tarcísio em sabatina
O candidato do Republicanos ao governo de SP, Tarcísio de Freitas, em sabatina na rádio CBN.
Maria Isabel Oliveira / O Globo / Divulgação O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira (20) a possibilidade de ministros da Corte responderem a processos de impeachment.
Candidato à reeleição, ele é conhecido por atuar como interlocutor entre o bolsonarismo e o Supremo Tribunal Federal (STF) em momentos de maior tensão institucional.
Em sabatina promovida pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela rádio CBN, o governador afirmou que o mecanismo está previsto na legislação e deve ser tratado como um instrumento institucional, sem personalização do debate.
Ao ser questionado sobre pedidos de impeachment contra integrantes do STF, Tarcísio disse que o tema deve ser analisado sob a ótica dos mecanismos previstos na Constituição.
"O instrumento é válido? É válido.
Ele existe, está regulamentado? Existe", declarou.
Depois, ele fez uma comparação com o afastamento de presidentes da República.
"Olha, o presidente da República não pode sofrer impeachment? Pode.
Nós tivemos dois que sofreram.
Ora, se o presidente da República pode sofrer impeachment, o ministro do Supremo também não pode? Pode, desde que também o devido processo aconteça", disse.
A queda de braço entre os Poderes começou durante o governo de Jair Bolsonaro e voltou ao centro do debate após a prisão do ex-presidente.
Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro transformou o tema em uma das bandeiras de sua campanha.
“Um dos principais fatores que tem que ser levado em consideração na hora de escolher seu senador é: você é a favor ou contra o impeachment de ministros do Supremo? Não tenho dúvida de que o Senado, que vai ter dois terços renovados, será majoritariamente a favor dessa pauta”, disse ele em abril, durante evento no Rio Grande do Sul.
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