Direcional (DIRR3) cai até 7% após balanço do 2T26, mas analistas veem forte potencial de alta para ação
As ações da Direcional Engenharia ( DIRR3 ) lideram as perdas entre as incorporadoras listadas na B3 nesta quarta-feira (12), em meio à repercussão do balanço do segundo trimestre de 2026 ( 2T26 ) divulgado pela companhia na véspera (11).
Por volta das 11h30 (horário de Brasília), os papéis, que são negociados dentro do índice Ibovespa (IBOV) , recuavam 5% , cotados a R$ 10,45. Mais cedo, chegaram a entrar em leilão após caírem quase 7%. Acompanhe o movimento em tempo real.
Entre abril e junho, a Direcional obteve um lucro líquido de R$ 201,6 milhões , avanço de 9,7% sobre o mesmo período de 2025.
A receita líquida da empresa subiu 20,1% no mesmo intervalo, para R$ 1,28 bilhão , enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 311,5 milhões , crescimento de 27,3%.
Apesar da queda das ações, para o analista Caio Nabuco de Araujo , da Empiricus Research , os resultados do 2T26 reforçaram a consistência operacional da incorporadora, com crescimento de receita, manutenção de margens elevadas e melhora projetada para a estrutura de capital.
A rentabilidade, de acordo com ele, permaneceu como um dos principais destaques do trimestre. Isso porque a margem bruta ajustada ficou em 42,8%, praticamente estável frente ao 1T26 e 1,1 ponto percentual acima do registrado no 2T25.
Por outro lado, o analista ponderou que as despesas comerciais cresceram 33% na comparação anual, refletindo o maior volume de lançamentos e os esforços comerciais, além do impacto dos distratos, o que pode ter pesado na oscilação dos papéis.
Conforme antecipado na prévia operacional, os lançamentos da Direcional totalizaram R$ 2,1 bilhões em VGV (sendo R$ 1,6 bilhão na participação da companhia) entre abril e junho, crescimento de 8% frente ao 2T25.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.