Qual é o patrimônio de Flávio Bolsonaro?
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 8.186.555,83, valor cerca de 370% maior do que em 2018 , quando disputava pela primeira vez uma vaga no Senado.
O aumento é, em valores nominais, de R$ 6,44 milhões.
Em 2018, o patrimônio total declarado pelo candidato era de quase R$ 2 milhões: R$ 1.741.758,15, segundo o registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A principal parcela dos bens declarados atualmente corresponde a uma casa no Lago Sul de Brasília, região que concentra imóveis de alto valor.
A mansão, sozinha, é avaliada em R$ 6.226.043,80, cerca de 76% de todo o patrimônio informado.
A lista também inclui mais de R$ 1 milhão em fundos de investimento, R$ 568,7 mil em depósitos bancários, R$ 103,7 mil em poupança e participações societárias.
A mansão Comprada em 2021 por R$ 5,97 milhões da RVA Construções e Incorporações, a mansão de Flávio fica no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, e tem cerca de 1.100 metros quadrados de área construída em terreno de aproximadamente 2.500 metros quadrados.
São quatro suítes, academia, piscina e spa com aquecimento solar.
O imóvel seria pago com R$ 3,1 milhões em financiamento do Banco de Brasília (BRB): o contrato previa o pagamento em até 360 parcelas mensais, ou seja, cerca de 30 anos.
Em julho de 2024, no entanto, Flávio quitou antecipadamente o financiamento e pagou integralmente o valor restante das parcelas apenas três anos depois da aquisição .
A quitação tão rápida do imóvel chamou a atenção da imprensa.
Em 2021, Flávio disse ter vendido outro imóvel no Rio de Janeiro para financiar parte da compra da nova mansão, mas não havia registros da movimentação em cartório.
A mansão é especialmente intrigante porque corresponde a três quartos do patrimônio total declarado, e as condições do empréstimo concedido pelo Banco de Brasília chegaram a ser alvo de apuração do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), já que a renda declarada do senador não era suficiente, à época, para justificar um crédito desse valor.
Mesmo hoje, o saldo em poupança declarado pelo candidato no Itaú é de R$ 103.746,23, além de participações societárias equivalentes a R$ 46.000,00.
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