Esposa de Lito diz que estudos não têm vaga para tratamento experimental: 'Espero que a gente tenha esse tempo'
A empresária Mila Seidl, esposa do piloto e influenciador Lito Sousa.
Reprodução/Instagram A empresária Mila Seidl, esposa do piloto e influenciador Lito Sousa, afirmou nesta terça-feira (25) que a família ainda não conseguiu uma vaga para que ele receba um dos tratamentos experimentais pesquisados contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
Segundo Mila, a Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo estudo com o medicamento experimental ION717 e apontada pela família como a principal esperança de tratamento, informou que a pesquisa está fechada para novos participantes e que, neste momento, também não permite o uso compassivo da substância.
Já o Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT, respondeu que Lito pode passar por uma entrevista inicial para outro estudo, o PRiSM.
De acordo com Mila, porém, a possibilidade oferecida neste momento seria de ingresso no grupo de controle, que não recebe o medicamento experimental.
“Provavelmente teríamos que nos mudar e ficar à disposição sem ter uma certeza que um dia receberíamos o medicamento”, escreveu.
Mila afirmou ainda que todos os retornos obtidos até agora partiram de contatos feitos pela própria família e disse que, até a publicação dos stories, não havia recebido auxílio do Itamaraty ou do governo federal nas tratativas com os centros de pesquisa.
“Todas as respostas foram de contatos feitos exclusivamente nossos.
Não tivemos contato do Itamaraty ou Governo Federal até o momento ou iniciativas do Min Saúde com relação ao caso do tratamento.” A manifestação ocorre dois dias depois de Mila dizer que havia conversado por WhatsApp com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mas que o contato ainda não havia resultado em uma alternativa concreta de tratamento.
Lito faz apelo pro tratamento experimental para doença rara; veja o que se sabe No domingo (23), o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) também havia encaminhado um ofício ao Ministério da Saúde, à Presidência da República e ao Itamaraty pedindo auxílio para estabelecer contato com universidades e centros estrangeiros que desenvolvem pesquisas sobre a doença.
Nas redes sociais, Padilha afirmou naquele dia que estava em contato com a família.
Mila confirmou posteriormente a conversa, mas disse que não houve avanço.
“Falei rapidamente com o ministro no WhatsApp, mas a gente não avançou em nada”, afirmou ela na ocasião.
Segundo Mila, como não há atualmente no Brasil um medicamento disponível contra a doença, a família esperava auxílio principalmente nas negociações com instituições estrangeiras.
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