Mercado de fertilizantes tem pressão baixista e abre espaço para oportunidades de compra
Foto: Daniel Popov/Canal Rural O mercado de fertilizantes atravessa um momento de maior pressão baixista, após a ampliação da oferta chinesa por ureia e a postura cautelosa dos compradores.
O movimento melhora as relações de troca para o produtor brasileiro e abre espaço para a finalização das compras da safra 2026/27 com oportunidades melhores.
A queda recente ocorre depois de um período marcado por forte valorização dos fertilizantes em meio ao conflito no Oriente Médio.
As tensões na região provocaram preocupação com a oferta e com a logística internacional, especialmente diante dos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de fertilizantes e matérias-primas.
Entre março e abril os preços dos fertilizantes atingiram níveis recordes desde 2022.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Naquele momento, a restrição da oferta era um dos principais fatores de sustentação dos patamares, bem como a escassez de enxofre, que tem levado à redução das taxas de operação da indústria de fosfatados.
Dessa forma, os fornecedores e misturadoras do Brasil passaram a operar com cautela, trabalhando sob demanda para reduzir o risco de compor estoques caros e não conseguir repassar.
Por outro lado, os agricultores viram suas relações de troca prejudicadas e postergaram a decisão de compra, principalmente de fosfatados.
O mercado, porém, passou por uma mudança importante desde então.
Com a menor disposição dos compradores em aceitar os níveis anteriores, as cotações começaram a corrigir em busca de liquidez, mas com comportamentos distintos entre os mercados.
Para os fosfatados, a oferta continua enfrentando custos elevados do enxofre, que limitam as taxas de produção e pressionam as margens dos fabricantes.
As restrições logísticas e incertezas sobre a disponibilidade da matéria-prima contribuiu para manter os preços sustentados.
A recente correção ainda é pequena, e os ajustes acontecem de forma gradual, de US$ 5 – 10/t ao longo das semanas.
Entretanto, já demonstra a perda de suporte decorrente de uma demanda brasileira abaixo do potencial, enquanto os compradores aguardam ofertas mais competitivas.
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