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SP tem a menor média de idade de infarto entre cinco estados, mostra estudo

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SP tem a menor média de idade de infarto entre cinco estados, mostra estudo

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A idade média dos pacientes que tiveram infarto agudo do miocárdio (IAM) em São Paulo foi de 58 anos, a menor entre cinco estados analisados. No Rio de Janeiro , a média foi de 62 anos. Minas Gerais teve média de 67,5, Bahia de 69 e Pernambuco de 70 anos.

Os dados fazem parte de uma análise realizada pelo departamento de cardiologia da Rede D’Or entre janeiro de 2025 e março de 2026 e foram apresentados no Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026, realizado de 6 a 8 de agosto, no Rio de Janeiro.

O levantamento avaliou 4.921 pacientes atendidos com suspeita de infarto em 59 unidades da rede nos cinco estados e no Distrito Federal . Em Brasília , a média de idade entre os pacientes com infarto foi de 67 anos. São Paulo e Rio de Janeiro concentraram 60% dos atendimentos, com 1.482 e 1.466 pacientes, respectivamente.

Do total analisado, 2.194 pacientes tiveram o diagnóstico confirmado. Os 2.727 restantes receberam diagnóstico de angina instável (dor forte no peito).

Dos casos confirmados, Rio de Janeiro concentrou o maior número, com 764 pacientes, seguido por São Paulo, com 572.

A diferença de idade entre os estados, que chega a 12 anos entre São Paulo e Pernambuco, pode estar relacionada a uma combinação de fatores de risco e características da população atendida, segundo especialistas.

"No geral, a ocorrência de infarto em pacientes mais jovens está relacionada à hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade, mas em São Paulo, isso pode ser agravado por um estresse crônico e a exposição a níveis mais elevados de poluição", explica o cardiologista Antonio Aurélio Fagundes, coordenador da UTI geral do Hospital DF Star, da Rede D'Or.

Segundo a cardiologista Mariana Mancilha, do Hospital Vila Nova Star e gerente médica da Cardiologia D’Or, o estresse crônico "promove alterações neuro-hormonais, metabólicas e inflamatórias que aceleram o desenvolvimento da aterosclerose", doença inflamatória da parede das artérias.

A cardiologista Tatiane Emerich, professora de cardiologia na Afya Educação Médica Vitória, faz coro à avaliação de Mancilha. O estresse ativa o sistema nervoso simpático e vias hormonais e inflamatórias que elevam a frequência cardíaca e a pressão arterial, o que pode contribuir para a instabilização de placas de gordura nas artérias.

"A saúde emocional e a saúde cardiovascular não podem ser vistas como duas coisas separadas. A saúde mental tem uma influência no risco cardiovascular", diz.

Além disso, pessoas que vivem sob estresse crônico também têm um pior comportamento, diz Emerich. Elas acabam tendo uma busca por mais tabagismo, por álcool, noites mal dormidas e, no fim, vão ter um pior metabolismo como um todo, aumentando riscos de infarto.

Para Emerich, não existe uma idade única a partir da qual todas as pessoas devam fazer uma bateria de exames cardiovasculares complexos.

A partir dos 35 anos, cresce a mortalidade por causas cardiovasculares em relação a outras causas, o que reforça a necessidade de exames de rotina a partir dessa faixa etária.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Equilíbrio e Saúde.

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