Mercado de smartphones na América Latina cai 10% em 2026
| Mobile Time Latinoamérica O mercado de smartphones na América Latina atravessou o segundo trimestre de 2026 marcado pela retração dos embarques e pela pressão sobre os preços. De acordo com o último relatório Market Monitor da Counterpoint Research , os fabricantes enviaram 10% menos smartphones do que no mesmo período de 2025, o que representa a maior queda interanual desde o terceiro trimestre de 2023.
A principal causa foi a escassez de memória, que elevou os custos dos componentes e afetou especialmente os aparelhos de entrada e intermediários. Esses segmentos representam aproximadamente três em cada quatro smartphones vendidos na América Latina.
A esse cenário somaram-se os altos níveis de estoque acumulados durante o primeiro trimestre de 2026 e uma postura mais conservadora dos consumidores em mercados importantes como Colômbia, México e Brasil, onde as pressões inflacionárias também reduziram o poder de compra.
Nesse cenário, Samsung foi a única marca, junto com a Apple, a registrar aumento nos embarques entre os cinco principais fabricantes.
A companhia sul-coreana registrou crescimento interanual de 6% no segundo trimestre e alcançou participação de 38% nos embarques de smartphones na América Latina. Além disso, recuperou a liderança na Colômbia, no Peru e no Equador.
Segundo a Counterpoint Research, o desempenho foi impulsionado pela disponibilidade de produtos, especialmente das famílias Galaxy A e Galaxy S, além da forte presença da marca tanto nos canais físicos quanto digitais e de uma estratégia de descontos agressivos.
A Samsung também se beneficiou da capacidade de manter uma oferta ampla em diferentes faixas de preço em um momento em que as restrições de fornecimento afetavam particularmente os aparelhos de entrada e intermediários.
Por sua vez, a Apple conseguiu avançar em um mercado regional em retração. Os embarques da companhia cresceram 5% na comparação anual no segundo trimestre de 2026.
A Counterpoint atribui parte desse resultado à decisão da Apple de absorver o aumento dos custos, reduzindo o impacto da alta de preços sobre os consumidores. A demanda sustentada pelo iPhone 17 Pro Max também contribuiu para o desempenho.
O iPhone 17e, lançado no final de março, continuou ganhando força ao longo do trimestre, enquanto os modelos anteriores mantiveram demanda estável.
A força da Apple continua concentrada nos segmentos de maior preço. A companhia detém aproximadamente 51% do mercado latino-americano de smartphones acima de US$ 600, enquanto a Samsung responde por cerca de 40%, o que coloca as duas empresas como as principais participantes do segmento premium.
No entanto, a deterioração do mercado foi mais evidente entre os fabricantes com maior exposição aos segmentos de entrada e intermediário.
A Motorola registrou queda de 14% nos embarques durante o segundo trimestre, embora tenha conseguido aumentar seu preço médio de venda.
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