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OpenAI amplia acesso e novo ChatGPT cria mapas e calculadoras interativas

Por Redação 5News · · com informações de UOL Tilt
OpenAI amplia acesso e novo ChatGPT cria mapas e calculadoras interativas

OpenAI apresenta recurso que transforma ChatGPT em gerador de interfaces interativas

A OpenAI anunciou uma funcionalidade que marca um novo passo na evolução de seus assistentes de inteligência artificial. O chamado "Intelligent UI" permite que o ChatGPT crie elementos personalizados e interativos para responder às perguntas dos usuários, muito além do que apenas texto. A novidade chega impulsionada pelo GPT-6, o modelo mais recente da empresa, que começou a ser liberado hoje para aqueles que assinam a plataforma e será disponibilizado amanhã para usuários da versão gratuita.

O conceito central dessa atualização é simples, mas ambicioso: quando apropriado, o ChatGPT pode integrar gráficos, botões que respondem ao toque, formulários preenchíveis, tabelas e outras experiências que funcionam de forma interativa dentro da própria conversa. Dessa forma, em vez de apenas descrever como algo funciona ou como se resolve um problema, o assistente pode demonstrar visualmente e de maneira prática.

Funcionamento da Intelligent UI

A OpenAI informou que o GPT-6 foi desenvolvido especificamente para combinar texto, elementos visuais e componentes interativos conforme aquilo que o usuário está perguntando. O modelo, segundo a empresa, toma decisões sobre qual é a melhor maneira de organizar esses diferentes tipos de informação para deixar as respostas mais visuais e facilitar o entendimento de assuntos que, por sua complexidade, podem ser difíceis de absorver apenas através de descrições textuais.

Outra característica importante é a capacidade de entrega parcial das respostas. A OpenAI afirma que com o GPT-6, o ChatGPT consegue começar a mostrar partes da solução enquanto ainda está processando e analisando a pergunta completa. Isso significa que o usuário não precisa esperar que todo o raciocínio seja concluído para receber as primeiras informações e componentes interativos.

A empresa também considera que nem sempre mais elementos visuais são melhor. Os usuários terão a opção de solicitar respostas mais diretas e objetivas, caso prefiram menos gráficos e diagramas. De acordo com a OpenAI, o sistema foi desenhado para evitar que as respostas fiquem poluídas de informações visuais, balanceando entre a utilidade da interface e a clareza da comunicação. Um gerente de produto da empresa, Aarush Selvan, explicou à revista Wired que a equipe de design investiu tempo considerável para compreender em quais momentos um diagrama, gráfico ou botão agregará valor real e quando começa a parecer desorganizado ou excessivo.

Exemplos práticos da nova funcionalidade

Testes realizados pela revista Wired trouxeram à tona exemplos concretos de como essa tecnologia funciona na prática. Um deles envolveu um diagrama interativo de uma lesma, no qual cada parte do animal podia ser clicada. O desenho destacava estruturas como tentáculos e o pé muscular, e ao tocar em cada uma dessas regiões, o usuário acessava informações detalhadas sobre aquele componente específico.

Outro exemplo demonstrou uma ferramenta de cálculo para estimar custos de aluguel na cidade de San Francisco. A calculadora incluía controles deslizantes que permitiam ao usuário ajustar valores de renda e despesas para verificar qual percentual do salário líquido seria consumido por diferentes opções de imóveis. Essa abordagem interativa torna o aprendizado ou a comparação de cenários muito mais dinâmica do que ler uma tabela estática.

Também foi relatado o surgimento de um explorador de assentos de avião. Nesse caso, o usuário conseguia comparar os layouts de cabines de duas companhias aéreas, Alaska e Delta, e tocar em assentos individuais para obter informações como localização e proximidade das fileiras de saída. Essa tipo de interface, que seria normalmente desenvolvida por designers e programadores, foi gerada pelo próprio assistente de inteligência artificial.

O contexto mais amplo: a era multimodal

A OpenAI enquadra essa novidade como parte de uma transformação mais abrangente em direção às experiências multimodais. A empresa observa que texto, imagens e voz estão se integrando cada vez mais na forma como as pessoas utilizam chatbots e assistentes de IA. Em vez de uma interface única e padronizada para todos, a tendência é que cada conversa e cada pergunta gerem uma experiência customizada, adequada àquele contexto específico.

Essa mudança reflete uma compreensão de que diferentes tipos de informação são melhor compreendidos em diferentes formatos. Enquanto explicar a anatomia de um animal em texto puro exige muitas palavras e ainda assim deixa espaço para interpretações diferentes, um diagrama clicável onde o usuário pode explorar cada estrutura é imediatamente mais claro e envolvente.

A expansão de interfaces geradas por inteligência artificial coloca uma questão interessante sobre o futuro do design de software tradicional. Com ferramentas capazes de criar experiências personalizadas de forma rápida e eficiente, existe a possibilidade de que a aparência e o funcionamento dos aplicativos passem a ser ditados, com crescente frequência, por sistemas de IA em vez de serem decididos por designers humanos para um público genérico. Cada usuário poderia, potencialmente, ter uma interface ligeiramente diferente, otimizada para suas necessidades e preferências particulares.

O que acompanhar

O impacto dessa mudança pode se desdobrar de várias formas. Primeiramente, será importante observar como usuários reagem a essas interfaces geradas dinamicamente ao longo do tempo, e se de fato essa abordagem resulta em compreensão e aprendizado mais eficazes comparado a métodos tradicionais. Também vale acompanhar se outras empresas desenvolvedoras de modelos de linguagem seguirão caminho similar, criando uma possível corrida por recursos visuais e interativos.

Outra questão relevante é como esse avanço afetará o mercado de design de software e desenvolvimento de interfaces. Profissionais que trabalham criando experiências de usuário podem ver seus papéis se transformarem ou evoluírem, à medida que máquinas se tornam capazes de fazer escolhas de design de forma automática. Simultaneamente, emerge a demanda por profissionais que entendam como orientar e refinar as decisões que esses sistemas de IA tomam sobre design.

Há também o aspecto técnico: será interessante observar se o GPT-6 consegue manter a qualidade das suas respostas textuais enquanto adiciona essa nova dimensão visual e interativa, ou se haverá trade-offs em termos de acurácia e profundidade das explicações. A abertura gradual do modelo, começando hoje com usuários pagos e amanhã com a versão gratuita, permite que a OpenAI colete feedback e faça ajustes antes de atingir toda sua base de usuários.

Principais pontos:

• OpenAI lançou o "Intelligent UI", um recurso que permite ao ChatGPT gerar interfaces interativas como gráficos, calculadoras e diagramas clicáveis conforme a pergunta do usuário.

• O novo recurso é impulsionado pelo GPT-6 e começará a ser liberado hoje para usuários pagos e amanhã para a versão gratuita.

• Exemplos práticos incluem um diagrama anatomicamente detalhado de lesma, uma calculadora de custos de aluguel em San Francisco e um explorador interativo de assentos de avião.

• A expansão de interfaces geradas por IA pode transformar o trabalho de designers de software, permitindo que aplicações tenham aparência e funcionamento mais customizados para cada usuário.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de UOL Tilt — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.

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