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Ameaça de envenenar água leva estudantes a protesto na UFMS

Campo Grande News ·
Ameaça de envenenar água leva estudantes a protesto na UFMS

Estudantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) fizeram, na noite desta quinta-feira (29), em Campo Grande, uma manifestação para cobrar proteção aos povos indígenas diante das ameaças e de denúncias de violência no interior do Estado.

O ato ocorreu quatro dias depois do 2º turno das eleições presidenciais, período em que mensagens sobre envenenar a água de comunidades indígenas provocaram investigações e pedidos de providências às autoridades.

A mobilização começou ao lado da Biblioteca Central da universidade.

Os participantes seguiram até a entrada principal do campus, na Avenida Costa e Silva.

Durante a caminhada, gritaram palavras de ordem como "Demarcação já" e "Sangue indígena nunca mais".

A estudante de Ciências Biológicas Andiara Fernandes Alcântara, de 20 anos, moradora da terra indígena Buriti, participou do protesto para defender principalmente as comunidades guarani-kaiowá da região sul de Mato Grosso do Sul.

Ela relatou preocupação com as ameaças e a segurança de quem vive nos territórios.

"Isso já, infelizmente, já vem acontecendo nas comunidades.

Agora, depois dessa eleição, ficou, assim, uma situação mais terrível por conta do resultado que teve a eleição.

Então o povo tá com medo, e por isso que nós estamos aqui hoje: pra pedir proteção, principalmente das autoridades aqui do estado, que esses povos possam ser protegidos ", afirmou.

Já a militante Giulia Terena, de 28 anos, nasceu na comunidade Marçal de Souza, em Campo Grande, e é neta de Enir Terena, apontada por ela como a primeira mulher cacique de Mato Grosso do Sul.

Durante a manifestação, a jovem comentou a divulgação de áudios em que servidores municipais de Tacuru fizeram comentários ofensivos contra indígenas e um deles sugeriu colocar veneno na água consumida pelas comunidades.

Giulia criticou a primeira resposta do prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti (PSDB), que atribuiu as declarações dos funcionários ao consumo de álcool e à reação ao resultado eleitoral.

"A gente teve uma fala, uma retratação do prefeito falando que era uma situação chata, que eu considero que não é uma posição suficiente que a gente espera da gestão do município", afirmou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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