FriGol diversifica exportações e busca reduzir dependência da China
A FriGol está acelerando a estratégia de diversificação de mercados para reduzir a dependência da China nas exportações de carne bovina e ampliar a participação de outros destinos na receita da companhia.
Segundo Luciano Pascon, CEO da FriGol, a companhia vem trabalhando na abertura de novas frentes comerciais diante da entrada em vigor das medidas de salvaguarda impostas pela China às importações de carne bovina.
A estratégia ganhou força antes mesmo da implementação das restrições chinesas.
De acordo com o executivo, a FriGol já vinha se preparando para um cenário de menor disponibilidade de espaço no mercado chinês e passou a buscar oportunidades em países como Estados Unidos, Canadá, Indonésia, Israel, Egito, Filipinas e outros mercados do Oriente Médio.
“Já vínhamos trabalhando com isso.
A gente entende que a China vai continuar sendo um grande mercado, o nosso principal mercado aí durante muitos anos”, afirmou o executivo em entrevista à CNN.
Leia Mais China: estatais compram quase US$ 9 bi em ações para sustentar o mercado "Liberdade para comprar cerejas": a nova fase de importação da China Fundos multimercado garantem diversificação na carteira do investidor A companhia considera que a China continuará tendo papel central nas exportações brasileiras de carne bovina , mas avalia que a expansão para outros destinos será fundamental para dar maior equilíbrio à operação.
A companhia possui hoje o que o executivo classifica como o quarto maior parque industrial habilitado para produzir carne destinada à China.
A necessidade de diversificação ganhou relevância com as restrições ao comércio com o país asiático.
Segundo Luciano, a empresa precisou adaptar sua estratégia para lidar com a limitação dos volumes exportados e encontrar alternativas para parte da produção que anteriormente poderia ser direcionada ao mercado chinês.
Indonésia amplia valor dos embarques Outro movimento importante está relacionado à Indonésia , especialmente pela possibilidade de comercializar produtos que anteriormente tinham menor valor econômico.
Segundo o executivo, os compradores indonésios passaram a demandar padrões de produtos que anteriormente eram destinados à graxaria e utilizados na produção de farinha e sebo.
Com a exportação desses itens, a companhia consegue elevar o valor obtido por partes do animal que tinham remuneração mais baixa.
“Estamos ganhando muito valor com esses produtos de Indonésia, porque a gente consegue comercializá-los por um preço bem acima do que a gente vendia”, disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.