Petrobras descobre indícios de petróleo em poço na bacia da Foz do Amazonas
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Embora a confirmação ainda dependa de testes, integrantes da estatal dizem que a probabilidade de que se trate de petróleo é alta.
Segundo a companhia, a descoberta foi constatada por meio de perfis elétricos e de indicativos identificados nas rochas. A perfuração do poço ainda está em andamento, e a estatal afirma que as operações têm como objetivo dar continuidade à avaliação exploratória da área.
"Nosso otimismo em relação à margem equatorial se confirma hoje", disse, em nota, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
A executiva disse à Reuters que a descoberta ainda não é comercial, mas significa um passo adiante na busca pela reposição de reservas a partir de 2034-2035, quando o pré-sal deve atingir seu pico de produção e começar a declinar. "Vamos continuar os trabalhos lá para ver a comercialidade".
A presença de hidrocarbonetos não garante que há um reservatório comercial de petróleo ou gás. A avaliação geralmente demanda a perfuração de outros poços para delimitar as reservas.
A Petrobras, o governo e petroleiras privadas com atuação no país enxergam a região como a principal fronteira para novas descobertas de petróleo no Brasil, ajudando a repor o declínio das reservas do pré-sal, hoje a principal área produtora.
Em nota, o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que representa grandes petroleiras com atuação no Brasil, como a própria Petrobras, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e Equinor, disse que a descoberta "confirma que o Brasil possui perspectivas muito positivas para a produção de petróleo e gás natural em outras regiões, reforçando a segurança energética nacional no médio e longo prazo".
O poço Morpho está localizado a cerca de 175 km da costa do estado, em uma área com lâmina d'água (distância entre a superfície e o fundo do mar) de 2.886 metros. A região é alvo de embates entre o governo e organizações ambientalistas.
A descoberta ocorreu no bloco FZA-M-59, na margem equatorial brasileira, onde a Petrobras é operadora e detém 100% de participação.
"As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas", disse a empresa em comunicado.
O setor passou a apostar no potencial da região após descobertas de petróleo na Guiana, que tem características geológicas semelhantes às da margem equatorial brasileira.
A Petrobras afirmou que a atuação no bloco faz parte de sua estratégia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira. Segundo a companhia, a iniciativa busca contribuir para o atendimento da demanda nacional de energia durante a transição energética.
O bloco FZA-M-59 foi adquirido pela Petrobras na 11ª Rodada de Licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizada em 2013, sob o regime de concessão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.