JOTA Principal | Crise no varejo aumenta pressão fiscal e preocupa governo e campanha de Lula
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Quer receber as próximas edições e acompanhar os principais temas do momento? Cadastre-se gratuitamente! O pedido de recuperação judicial das Casas Bahia reforçou o receio de integrantes do governo e da campanha de Lula à reeleição com o efeito do patamar dos juros sobre a economia.
Representantes do varejo e dos bancos também veem o cenário com preocupação, mas aguardam medidas concretas que apontem para um ajuste fiscal — Fábio Pupo e Larissa Fafá destrincham na nota de abertura.
Enquanto isso, a Justiça do Trabalho suspendeu a demissão coletiva anunciada dias atrás pela varejista, em decisão liminar a pedido da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), Adriana Aguiar registra na nota 2.
Boa leitura.
O PONTO CENTRAL 1.
A vida real do eleitor A crise vivida por empresas do varejo renovou a preocupação no governo e na cúpula da campanha de Lula com o patamar dos juros no país e a consequente situação de famílias e empresas, Fábio Pupo e Larissa Fafá escrevem no JOTA PRO Poder. 🔭 Panorama: O tema pode respingar na disputa eleitoral por agravar o mal-estar com a economia, na avaliação de aliados do presidente.
A equipe da campanha vê o assunto com especial atenção porque as Casas Bahia têm presença forte nas camadas mais populares, e atribui a situação à taxa Selic, de 14%, que considera um problema por não permitir que pessoas e empresas “sobrevivam”.
A visão é que é necessário criar as condições para que os juros continuem caindo no país — e que isso demanda, como vem pedindo o mercado, um ajuste fiscal.
Cenários de recuperação judicial tendem a elevar o temor quanto à situação do sistema bancário.
Fontes do setor dizem ver o tema com preocupação, mas ponderam que ainda é necessário compreender a extensão do problema.
É descartado um risco sistêmico ou uma situação análoga a um rastilho de pólvora que incendeie os demais setores.
Mesmo assim, chama a atenção o cenário de desaceleração da atividade econômica e do próprio crédito, com juros ainda muito altos e endividamento elevado tanto de famílias como de empresas — o que pressiona os dados de inadimplência.
A preocupação maior, na visão do mercado, seria justamente se não houvesse sinalizações robustas de ajuste nas contas públicas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.