Dólar cai a R$ 5,20 e Bolsa fica estável após Galípolo defender juros altos
O dólar fechou em leve queda hoje, a R$ 5,201, em meio à reação do mercado às falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre juros, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre política fiscal. O índice das ações mais negociadas na Bolsa voltou a recuar, vindo de nove pregões seguidos de baixa. A recuperação judicial da Casas Bahia também influencia investidores.
Dólar fechou em queda. Após subir para R$ 5,22 na máxima, a moeda dos Estados Unidos reduziu o ritmo de alta até fechar em queda de 0,36%, cotada a R$ 5,201 no comercial para a venda .
Dólar emendou cinco sessões seguidas de alta ante real. Na semana passada, a divisa chegou a ser negociada a R$ 5,25 na máxima, antes de encerrar a sexta-feira a R$ 5,21, maior cotação desde 30 de março.
Ibovespa oscila ao redor da estabilidade. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 operou em baixa ao longo de toda a tarde, mas, faltando 20 minutos para o fim do pregão, operava em alta de 0,01%, aos 166.954 pontos.
O Ibovespa encontra hoje alguma sustentação nas ações da Petrobras, favorecidas pelo petróleo próximo de US$ 90 barril. Luca Girardi , analista de investimentos da Nomad
Bolsa brasileira emendou nove pregões seguidos de baixa. Na sequência negativa, o Ibovespa acumulou queda de mais de 7% , cedendo de 178 mil pontos para menos de 167 mil pontos. O mercado é impactado por saída de recursos estrangeiros, grupo que representa cerca de 60% do giro de negócios na B3 . Neste mês, o saldo líquido — aportes ante saques — está negativo em mais de R$ 11 bilhões.
O Ibovespa engatou uma sequência de quedas que acenderam sinal amarelo para uma possível reversão da tendência de alta, que havia se consolidado desde o início de 2025. Investidores estrangeiros avaliam com ceticismo a formação de posições mais estruturais no Brasil nesse período de maior volatilidade, em nossa visão, somado aos resultados mais pressionados que vimos durante a temporada de resultados do segundo trimestre. Victor Penna e Wesley Bernabe , gerentes de pesquisa do BB Investimentos
Mercado se ajusta às novas projeções econômicas apuradas pelo Boletim Focus. A pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de agentes do setor financeiro trouxe manutenção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), inflação oficial do país, e para a Selic, a taxa básica de juros, sinalizando acomodação das expectativas dos economistas ao cenário macro.
O Focus desta semana não abre espaço para uma aceleração dos cortes de juros, mas ainda permite uma redução adicional e bastante calibrada. Para o Copom avançar além de um novo corte de 0,25 ponto, será necessário observar desaceleração mais consistente dos serviços, reancoragem das expectativas e estabilidade cambial. Gustavo Assis, CEO da Asset
Prévia do PIB também influencia mercados. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) mostrou que a atividade econômica brasileira encolheu 0,64% em junho , queda maior que a esperada pelo mercado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.