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Quem são os candidatos ao governo do Maranhão (MA) nas eleições 2026

Por Redação 5News · · com informações de JOTA
Quem são os candidatos ao governo do Maranhão (MA) nas eleições 2026

A disputa pelo governo do Maranhão em 2026: oito candidatos em competição marcada por rachas políticos

As eleições para o governo do Maranhão em 2026 prometem ser acirradas, com oito nomes disputando o comando do Palácio dos Leões. A campanha está marcada por tensões internas em grupos políticos tradicionais do estado, especialmente entre apoiadores do governador Carlos Brandão e seguidores de Flávio Dino, que ocupou o cargo antes de Brandão e hoje atua como ministro do Supremo Tribunal Federal.

A ruptura no comando político maranhense

A história recente do poder executivo no Maranhão passa por uma aliança que chegou ao fim. Flávio Dino governou o estado durante dois mandatos consecutivos, entre 2015 e 2022. Naquele ano, deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Senado Federal, abrindo espaço para seu então vice, Carlos Brandão, do Movimento Democrático Brasileiro, tomar posse. Brandão já estava consolidado no apoio de Dino e de seus aliados, o que resultou em sua eleição ainda no primeiro turno, sem necessidade de ir ao segundo turno das votações.

Entretanto, a parceria entre Brandão e Dino começou a apresentar rachaduras. A relação de Brandão com Felipe Camarão, seu vice à época da eleição de 2022, também se deteriorou substancialmente. Camarão é do Partido dos Trabalhadores e mantém histórico de proximidade com Dino, tendo atuado como secretário durante os mandatos do então governador. Com o objetivo expresso de impedir que Camarão assumisse a máquina estatal como candidato, Brandão optou por permanecer no cargo até o fim de seu mandato, que se encerra em dezembro de 2026. Essa estratégia garante que Camarão não tenha acesso aos recursos administrativos durante uma eventual campanha em 2026.

Apesar de não concorrer novamente, Brandão definiu seu sucessor preferido: seu sobrinho Orléans Brandão, também filiado ao MDB. A escolha mantém a preservação da influência política da família Brandão no estado.

Os candidatos na disputa

Ao todo, oito nomes estão oficialmente inscritos para a corrida ao governo do Maranhão. A lista engloba candidatos de diferentes posicionamentos políticos e caminhos até chegar à candidatura.

Felipe Camarão representa o Partido dos Trabalhadores e reivindica para si o legado político deixado por Flávio Dino. Sua candidatura é apoiada por Dino e por seus aliados, que o reconhecem como continuador das políticas implementadas durante os dois mandatos anteriores. Camarão ocupou cargos administrativos durante a gestão de Dino, acumulando experiência nas estruturas do governo estadual.

Orléans Brandão é o candidato apoiado pelo governador em exercício. Mantendo a sigla do MDB, ele representa a continuidade da linha política adotada nos últimos quatro anos e a preservação da influência exercida pela família Brandão sobre as estruturas políticas locais.

Eduardo Braide vem pelo centro político do espectro, filiado ao Partido Social Democrático. Ele exercia o mandato de prefeito em São Luís, a capital maranhense, mas decidiu renunciar ao cargo para se dedicar integralmente à campanha eleitoral estadual. Sua entrada na corrida representa uma tentativa da ala centrista de conquistar o executivo estadual.

André Luís Caetano dos Santos, conhecido como André Luís, tem 41 anos e é natural de São Paulo. Empresário de formação, atua nos segmentos de construção civil e confecção. Ele é integrante do Movimento Brasil Livre, uma organização política de orientação liberal, e ocupa o cargo de secretário-geral do Partido Missão no Maranhão, pela qual se candidata. Sua chapa tem como vice o professor Cadu Aguiar, igualmente filiado à Missão. A candidatura de André Luís recebe apoio do candidato à presidência Renan Santos.

Dimas Cassimiro tem 66 anos e é natural de Teresina, no Piauí. Trabalha como professor de ensino superior e concorre pelo Partido da Causa Operária. Em pleitos anteriores, buscou representação legislativa, tendo disputado uma candidatura a deputado estadual em 2018 e outra a deputado federal em 2022, ambas sem êxito nas urnas. Desta feita, busca a candidatura estadual em chapa com Charlieth Viana, professora de ensino médio, também do PCO.

Além destes, completam o rol de candidatos ao governo: Reginaldo Lima, pelo Partido Comunista do Brasil; Roberto Rocha, pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro; e Saulo Arcangeli, pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.

O calendário eleitoral de 2026

O processo de escolha do próximo governador do Maranhão ocorrerá em duas etapas, conforme determina a legislação eleitoral vigente. O primeiro turno das votações está marcado para o dia 4 de outubro de 2026. Caso nenhum dos candidatos consiga reunir a maioria absoluta dos votos válidos contabilizados, proceder-se-á a um segundo turno, agendado para 25 de outubro do mesmo ano.

Contexto político do Maranhão

O estado do Maranhão possui uma história política complexa, marcada por disputas entre grupos tradicionais e a ascensão de novas lideranças. Flávio Dino emergiu como figura proeminente na política maranhense, conquistando o eleitorado por meio de uma retórica reformista e de políticas sociais. Sua transição para a arena federal, culminando em sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal, representou uma mudança significativa no cenário político local.

Carlos Brandão foi apresentado como continuador das políticas de Dino, mas as tensões internas revelaram que as bases de apoio não eram tão sólidas quanto pareciam. A decisão de Brandão de estender seu mandato e de apoiar seu sobrinho como sucessor evidencia a importância das estruturas familiares na política maranhense.

A entrada de Eduardo Braide pela chapa do PSD representa uma tentativa de centralização do voto, enquanto candidatos de partidos menores buscam consolidar suas bases eleitorais e ganhar visibilidade no cenário político estadual.

O que acompanhar

A campanha para o governo do Maranhão em 2026 apresentará desdobramentos importantes. A consolidação de alianças entre candidatos de diferentes partidos pode ocorrer nas semanas próximas às eleições, conforme grupos políticos reavaliem suas estratégias. A possível divisão de votos entre Felipe Camarão e Orléans Brandão, ambos amparados por forças políticas diferentes mas historicamente conectadas, pode abrir espaço para que candidatos como Eduardo Braide ganhem espaço.

O desempenho de André Luís também merece observação, particularmente seu sucesso em traduzir o apoio presidencial em votos para o cargo estadual. Caso haja segundo turno, as coligações e as negociações entre candidatos eliminados no primeiro turno podem reformular completamente o cenário eleitoral, levando a resultados não previstos nas sondagens que surgirem ao longo do período de campanha.

Principais pontos:

• Oito candidatos disputam o governo do Maranhão nas eleições de 2026, com primeiro turno marcado para 4 de outubro.

• A campanha é marcada pela ruptura entre o grupo do governador Carlos Brandão e os aliados do ex-governador Flávio Dino, que agora é ministro do Supremo Tribunal Federal.

• Os principais candidatos são Orléans Brandão, apoiado pelo governador Brandão; Felipe Camarão, apoiado por Dino; e Eduardo Braide, pelo centro político, que renunciou à prefeitura de São Luís para concorrer.

• Segundo turno ocorrerá em 25 de outubro caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de JOTA — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.

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