Conseguiu emprego? E dinheiro barato? (por Roberto Caminha Filho)
Os brasileirinhos acordavam e vinham logo as perguntas: — Onde está o emprego? E precisa trabalhar? Agora começa a aparecer outras duas perguntas: — Onde está o dinheiro barato? E precisa pagar? O país conseguiu uma coisa extraordinariamente importante.
A taxa de desemprego chegou a 5,6% no trimestre encerrado em maio.
Um ano antes estava em 6,2%.
O rendimento médio real do trabalhador também avançou na comparação anual.
Então, alguma coisa está funcionando.
E o Paraguai se orgulhando.
Ainda bem que o Governo desativou as modernas práticas do IBGE.
O brasileiro está trabalhando? O problema é que, quando sai do trabalho e resolve comprar, financiar, construir ou investir, encontra outro Brasil esperando por ele.
O Brasil dos juros.
E esse sujeito não está para brincadeira.
A taxa Selic está em 15% ao ano.
Selic soa como purgante ruim, mas seus efeitos aparecem na prestação do carro, no financiamento das empresas, nos empréstimos, no cartão de descrédito e no custo do dinheiro que nos sacaneia no bolso e na barriga.
É importantíssimo explicar uma coisa.
Selic não é o juro do cartão de crédito.
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