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Treasuries acima de 5% e S&P 500 em recorde: por que JPMorgan segue otimista com Wall Street

Money Times ·

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries , de longo prazo estão nos níveis mais altos desde meados de 2002 .

Ao mesmo tempo, Wall Street também opera nas máximas históricas.

Na semana passada, por exemplo, o S&P 500 superou os 7.800 pontos pela primeira vez e encerrou o pregão do último dia 6 em recorde nominal histórico, aos 7.818,93 pontos .

No mesmo dia, o Nasdaq também terminou as negociações no maior patamar de fechamento, aos 27.599,79 pontos.

Em linhas gerais, quanto mais os rendimentos dos Treasuries avançam na parte longa da curva, maior tende a ser a volatilidade nos mercados acionários.

Em outras palavras, os rendimentos dos Treasuries mais altos tendem a ser mais ‘atrativos’ e a ‘drenar’ dólares do mercado acionário – mas não é isso que vem acontecendo.

Para Marina Valentini , estrategista de mercados globais da JPMorgan Asset Management , os yields de longo prazo próximos a 5% “ainda não são suficientes para comprometer a perspectiva positiva para as ações”, considerando que esse patamar deve se tornar “um novo novo normal” nos mercados .

“Continuamos vendo um ambiente de crescimento de lucros muito forte para o S&P 500 neste ano.

O mercado espera crescimento de lucro de 32% para o S&P neste ano e de 15% para o ano que vem.

Esse forte motor para as ações americanas, que são os lucros, continua com perspectivas excelentes”, afirmou Valentini, em entrevista exclusiva ao Money Times .

Na avaliação da estrategista, o nível de endividamento das empresas do S&P 500 também ajuda a limitar os efeitos de eventuais novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

“Vemos as empresas listadas no índice com um nível de endividamento menor na parte mais curta da curva.

Então, uma ou duas altas de juros pelo Fed não têm um impacto tão grande”, avaliou.

LEIA TAMBÉM: Treasury a 5% é o ‘novo novo normal’, diz JPMorgan; veja o que isso significa para o Brasil Embora não tenha uma projeção para o S&P 500, a estrategista destaca que as expectativas de forte crescimento dos lucros do mercado dão “uma boa ideia” dos resultados das empresas em 2026 e 2027, além das perspectivas a longo prazo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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