Professor de colégio militar é suspeito de produzir deefake íntimo de aluna
O professor de um colégio militar suspeito de produzir e divulgar deepfake íntimo de aluna uma aluna adolescente foi afastado dos trabalhos em Rondônia.
Polícia Federal deflagrou Operação Manto Protetor na sexta (21). O objetivo da ação policial é apurar a criação e a divulgação de material de conteúdo sexual envolvendo uma adolescente por meio da Inteligência Artificial.
Material teria sido produzido a partir da manipulação de imagens reais da vítima. Um dos suspeitos é professor e atuava no Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Guajará-Mirim (RO). Ele é suspeito de envolvimento na produção e na divulgação do conteúdo.
Ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, as medidas tiveram como objetivo localizar o investigado e apreender dispositivos eletrônicos de interesse para a investigação.
Durante as diligências, foi apreendido o aparelho celular utilizado na divulgação do material. O dispositivo será submetido à perícia para subsidiar o prosseguimento das investigações. As investigações prosseguem para esclarecer os fatos e para verificar a eventual participação do investigado nos crimes apurados . Trecho da nota da Polícia Federal
Secretaria de Educação disse ter tomado medidas administrativas contra suspeito. Ao UOL , a pasta informou que solicitou o afastamento cautelar do servidor das atividades na unidade de ensino e a instauração de procedimento administrativo para apuração integral dos fatos.
A Secretaria repudia qualquer forma de violência, abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes e reforça que condutas dessa natureza são incompatíveis com o ambiente escolar e com os princípios de proteção, respeito e garantia dos direitos dos estudantes.
A Seduc se solidariza com os familiares da vítima e informa que tem prestado todo o suporte necessário, por meio da Superintendência Regional de Educação de Guajará-Mirim (Super), dentro de suas atribuições institucionais. Nota enviada pela Seduc ao UOL
Direção de escola colabora com autoridades. A instituição de ensino também disse ter adotado providências para preservar a integridade física, psicológica e emocional da adolescente envolvida. O suspeito não teve a identidade divulgada.
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