Budah estreia turnê de ‘Frequência Lunar’ em show charmoso — e lotado — no Cine Joia
No último sábado, 22, Budah deu início à turnê de Frequência Lunar , seu segundo álbum, diante de um Cine Joia lotado, em São Paulo.
A apresentação marcou a primeira grande transposição do projeto para os palcos e colocou em prática uma ideia que a cantora já havia adiantado em entrevista à Rolling Stone Brasil : “Estou muito feliz de finalmente levar esse projeto para os palcos e transformar essas músicas em uma experiência ao vivo.
Espero que as pessoas se joguem na pista comigo, cantem, dancem e vivam cada faixa da mesma forma que eu vivi durante a criação desse álbum”.
Se, no disco, a artista capixaba se permite passear por rap, drill e house, ao vivo essas referências ganham novas camadas, incorporadas a um espetáculo que equilibra dança, banda e elementos visuais.
Antes mesmo da primeira música, uma narração gravada pela própria Budah apresentou ao público o conceito de Frequência Lunar .
A explicação sobre o impacto de diferentes frequências sonoras no corpo serviu de prólogo para uma abertura que, rapidamente, deixou o tom contemplativo para trás e transformou o Cine Joia em pista.
Projeções e iluminação acompanharam as mudanças de clima do repertório, enquanto as coreografias — em um espaço bem reduzido — deram ao show uma dimensão que não se manifesta da mesma forma nas versões de estúdio.
O repertório atravessou Frequência Lunar (2026) e Púrpura (2024) sem se dividir em dois blocos rígidos.
As músicas do primeiro álbum surgiram como parte do caminho que levou ao novo trabalho, e as faixas recentes ganharam leituras distintas das gravações originais.
É especialmente nos rearranjos que o show encontra uma de suas maiores forças: produções marcadas por elementos eletrônicos, drill e house receberam guitarras e outros instrumentos tocados ao vivo, alterando a textura das canções sem descaracterizá-las.
“ C’est La Vie ” e “ Maré ” ganharam força nesse formato, enquanto “ Skin Afropaty ”, “ Lingerie ” e “ Meu Crime é Existir ” ajudaram a manter o espetáculo em movimento.
Com isso, o show não soa como uma simples reprodução do seu catálogo, mas como uma interpretação própria.
A mudança de formato também dialoga com o processo de criação de Frequência Lunar .
Na mesma entrevista à RS , Budah contou que se sentiu insegura por se permitir experimentar mais no segundo disco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.