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Economia

IA amplia escala das campanhas, mas não é atalho para vencer eleição, diz cientista

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IA amplia escala das campanhas, mas não é atalho para vencer eleição, diz cientista

A menos de dois meses do primeiro turno das eleições de 2026, as campanhas eleitorais contam com uma nova ferramenta que pode reescrever as regras da disputa política: a inteligência artificial.

A tecnologia generativa de IA oferece aos partidos a oportunidade de reduzir drasticamente o custo das campanhas digitais e produzir conteúdo segmentado para diferentes parcelas do eleitorado.

Mas o aumento no volume de publicações, por si só, não será suficiente para garantir a vitória dos candidatos.

Para o cientista político Renato Dolci, a inteligência artificial permitirá que as siglas produzam variações de uma mesma campanha e ampliem o espaço para a experimentação criativa na transmissão de suas mensagens.

A distribuição nas redes sociais, porém, continuará sendo um fator decisivo para determinar quais mensagens efetivamente chegarão ao eleitorado.

Da IA às urnas: por que a eleição de 2026 começa a lembrar a campanha de 2018 Eleições 2026: TSE cria órgão para monitorar uso de IA e fake news “A novidade da IA está em reduzir drasticamente o custo de produzir variações da mesma mensagem, mas o protagonismo continua com as redes sociais, porque são elas que organizam a distribuição e determinam o que chega ao eleitor.

Na prática, a IA amplia a oferta, mas as plataformas continuam administrando a atenção”, afirma Dolci.

O pesquisador reforça que, até o momento, o aumento na produção de conteúdo não tem sido proporcional ao crescimento do engajamento.

Em um levantamento próprio, Dolci identificou 6.022 vídeos rotulados como produzidos por IA nas duas últimas semanas de julho, contra aproximadamente 600 nas duas semanas anteriores.

Embora o volume represente um crescimento de dez vezes no mesmo período, o engajamento analisado apresentou comportamento oposto.

“Quando retiramos os dez vídeos de grandes candidatos, os outros 6.012 conteúdos somaram apenas 117 interações”, explica.

O levantamento de Dolci reforça o baixo interesse do eleitorado por conteúdos produzidos com inteligência artificial, observado na última pesquisa Quaest.

Segundo o levantamento , 73% dos brasileiros reprovam o uso de IA em campanhas feitas por candidatos.

A rejeição foi predominante também nos diferentes recortes etários: 68% dos jovens de até 34 anos rejeitam a ideia de utilizar ferramentas generativas, percentual que sobe para 76% entre eleitores acima de 60 anos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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