Ficção científica: por que algumas histórias parecem prever o futuro
Há décadas, a ficção científica imagina como a tecnologia e as transformações sociais podem mudar a vida humana.
De viagens espaciais a inteligências artificiais, passando por cidades distópicas e sociedades controladas por governos autoritários, o gênero usa o futuro para explorar possibilidades que nem sempre parecem tão distantes da realidade.
Um exemplo recente é Devoradores de Estrelas , de Andy Weir, adaptado para as telonas.
O longa parte de conceitos científicos reais para imaginar uma missão espacial capaz de determinar o futuro da humanidade.
Décadas antes, outras obras também levaram tecnologias e conceitos existentes a cenários que, com o passar do tempo, deixaram de parecer tão improváveis.
Filmes como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968) e Blade Runne r (1982), por exemplo, imaginaram tecnologias e relações entre humanos e máquinas que continuam presentes nas discussões atuais.
Na literatura, obras como Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne, e Neuromancer, de William Gibson, também exploraram conceitos que posteriormente ganharam versões no mundo real.
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1 de 4 Duna: Parte 2 Foto: Reprodução 2 de 4 Avatar: Fogo e Cinzas Reprodução/ Disney+ 3 de 4 Steve Harrington e Dustin Henderson na 5ª temporada de Stranger Things, da Netflix Divulgação/Netflix 4 de 4 Black Mirror Reprodução/Netflix Mas será que a ficção científica realmente prevê o futuro? Para especialistas e autores do gênero, essas obras dizem menos sobre o que vai acontecer do que sobre os problemas e possibilidades do presente.
“Toda ficção científica é, na verdade, sobre o presente, questões do presente, não sobre o futuro.
Até por isso, parte das obras de ficção são chamadas de ‘conto de advertência’: são críticas ao presente e alertas sobre o futuro.
Quando algo dessas obras se torna real ou quase, é um sintoma de que a crítica feita lá atrás fazia sentido”, explica o escritor Danilo Heitor.
Ficção científica nos livros e nas telas Avatar: O Caminho da Água, de 2022, é o filme de maior bilheteria nos cinemas globais nesta década.
A produção, sozinha, arrecadou US$ 2,33 bilhões.
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