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Covid: instituto que defendeu cloroquina tem erros em 1/3 dos estudos

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Covid: instituto que defendeu cloroquina tem erros em 1/3 dos estudos

Uma análise publicada em 12 de agosto pelo jornal Research Integrity and Peer Review aponta erros em pelo menos 1/3 dos artigos publicados pelo instituto francês que promoveu o uso da hidroxicloroquina para Covid-19 durante a pandemia.

A publicação identificou problemas éticos e legais em 853 dos 2.674 estudos conduzidos pelo Institut Hospitalo-Universitaire Méditerranée Infection (IHU), no período entre 1994 e 2024.

Dos erros detectados, 78 estavam relacionados a pesquisas biomédicas que supostamente não cumpriram as exigências estabelecidas pela legislação da França; 343 estudos não possuíam aprovação do comitê de ética; e em dezenas de outros artigos há casos em que as aprovações foram obtidas depois que já tinham começado.

Assim, a análise do periódico mostra que as irregularidades vão além das questões burocráticas, pois comprometem a confiança do público e a credibilidade do processo científico.

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Dessa forma, a equipe responsável pela análise pede que sejam feitas novas revisões nos trabalhos do IHU, com o objetivo de corrigir registros científicos, caso seja necessário.

Outro ponto levantado pela equipe foi a supervisão realizada pela Universidade Aix-Marseille, responsável pelas atividades científicas do IHU, já que as práticas inadequadas podem comprometer a aprendizagem dos alunos em relação aos estudos científicos.

A universidade relatou em comunicado que tomou todas as medidas necessárias após ser alertada sobre os problemas em 2020 , e realizou investigação própria e a enviou às autoridades competentes.

Visibilidade do IHU ao dizer que hidroxicloroquina poderia ser eficaz contra Covid-19 No início da pandemia , em março de 2020, o IHU obteve notoriedade mundial após o fundador e pesquisador francês Didier Raoult publicar um estudo afirmando a suposta eficácia da hidroxicloroquina, combinada ou não à azitromicina, para tratar a Covid-19.

O trabalho chegou a ser elogiado por Donald Trump, na época.

Porém, cientistas criticaram e questionaram o estudo dizendo que não havia evidências suficientes e que também havia falta de ensaio clínico.

Em 2025, o artigo foi retratado por motivos científicos e éticos, mas já havia sido citado em outros trabalhos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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