Lulinha pode derrotar Lula, daí o desespero
Lulinha pode derrotar Lula, e as instituições que não param de funcionar se movimentam para tentar conter a sangria.
O desespero é evidente.
Depois do corpo mole e das manobras processuais da PF nas investigações sobre o suposto tráfico de influência do filho do presidente, André Mendonça agora tem de enfrentar a presteza da PGR, que quer tirar Lulinha da alçada do ministro e mandar o seu caso para a primeira instância, alegando que ele não tem foro privilegiado.
Por que Paulo Gonet não fez o mesmo com os condenados de 8 de janeiro, todos eles cidadãos bem mais comuns do que o filho do presidente? Porque a letra da lei, no Brasil, tornou-se instrumento de ocasião, assim como a jurisprudência do STF.
A razão jurídica depende de quem julga e de quem é julgado.
É de se perguntar — retoricamente — se a PGR pediria para mandar Lulinha para a primeira instância, se o relator do caso do INSS fosse Alexandre de Moraes, Flávio Dino ou Gilmar Mendes.
Lulinha virou problema urgentíssimo para Lula, porque os vazamentos para a imprensa se avolumaram e apontam, na razão inversa à presunção de inocência, que o rapaz está mais enredado do que se pensava com o bando que roubou de aposentados e pensionistas e que, sabe-se agora, enxergava o governo do chefão petista como mina de ouro em outros negócios para o bem da humanidade.
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Por que não seria? Ele é o filho mais honesto do mundo do pai mais honesto do mundo, e, como tal, só atrai gente exemplar.
Como o amigão do peito Fernando Bittar, sócio do filho do presidente na Gamecorp, a produtora que recebeu um caminhão de dinheiro da Oi, dono formal do sítio de Lula que não era de Lula — e que reaparece agora como suposto sócio da lobista Roberta Luchsinger e do filho do presidente.
Os jornalistas Laryssa Borges e Ricardo Chapola , que tiveram acesso à íntegra do material de investigação da PF, publicaram que Lulinha, Bittar e Roberta mantinham um grupo de WhatsApp batizado de “Musaranhos”, no qual eles eram os “Musos” e ela, a “Musa”.
Discutiam negócios em andamento com o governo, projetavam ganhar uma bolada, a Suíça era o futuro de todos.
Roberta Luchsinger é gente boa: alugou por meio de um laranja uma mansão para Lulinha usar quando ia a Brasília.
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