'Assustador': Volta da F1 coloca à prova tática diferente da Mercedes
Quando a temporada da Fórmula 1 começou, na Austrália, em março, tudo apontava para uma lavada da Mercedes: eles fecharam a primeira fila e venceram sem precisar forçar muito o equipamento, mesmo tendo que ultrapassar as Ferrari na pista por conta de uma largada ruim.
Isso era fruto de dois pontos principais: a eficiência na alimentação da bateria e no uso dessa energia, e o equilíbrio do carro em si.
Mas em uma temporada com mais de 20 GPs e em ano de mudanças de regulamento no motor e no carro, começar bem o ano não é garantia de nada. Ainda mais quando você percebe que adotou uma estratégia diferente de seus rivais diretos.
Após 11 etapas completadas, eles lideram ambos os campeonatos, mas o cenário não é confortável.
A Mercedes sabia que o nível de ganho de tempo de volta seria muito acelerado neste primeiro ano de regulamento. E adotou a tática de colocar todas as melhores ideias que tinha no carro - aproveitando, inclusive, o fato de não ter lutado pelo título de 2025, ao contrário de McLaren e Red Bull - logo de cara, chegando muito mais bem preparada para a primeira corrida do ano.
Daí a diferença de cerca de meio segundo por volta que vimos em Melbourne.
A ideia era abrir uma grande diferença no campeonato até conseguir atualizar o carro novamente, na sétima etapa (que acabou sendo a quinta, com os cancelamentos de Arábia Saudita e Bahrein em abril). Até porque eles sabiam que os rivais teriam uma abordagem diferente, trazendo grandes pacotes antes da Mercedes.
Os cancelamentos até ajudaram o time de Brackley, pois os rivais tiveram que esperar até o GP de Miami, quarta etapa, já em maio, para trazer tudo o que estava programado para o GP do Bahrein, que seria o quarto GP, marcado para um mês antes.
Mas, com três derrotas nas últimas cinco corridas, a pressão é grande no time de aerodinâmica para trazer algo para essa segunda metade do campeonato, que começa neste fim de semana com o GP da Holanda, que realmente funcione. Isso, mesmo com 50 pontos de vantagem no campeonato de piloto e 72 no de equipes.
"O nível de desenvolvimento é seis, sete vezes maior do que na temporada passada", explicou o diretor técnico da Mercedes, James Allison. "É bem assustador, mas você sabe que tem coisas que estão sendo preparadas para dar o próximo salto para voltar à vantagem que a gente tinha no começo da temporada."
Um problema que a Mercedes não antecipou foi a falta de confiabilidade da unidade de potência. A partir do momento em que eles tiveram que forçar mais seu carro, andar mais no limite, porque a concorrência estava mais próxima, os problemas foram se somando.
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