Socorristas na Colômbia resgatam mulher mais de 35 horas após terremoto
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Socorristas e voluntários colombianos resgataram com vida, na noite de terça-feira (11), uma mulher de 32 anos que estava sob os escombros de um prédio que desabou após o terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10).
Daniela Largo passou mais de 35 horas sob as ruínas de um hotel e foi retirada dos escombros em uma maca, em meio a gritos e aplausos de familiares e outras pessoas presentes. As equipes de emergência procuram mais sobreviventes do tremor, o mais forte registrado no país neste século.
"No momento em que estávamos perdendo as esperanças, recebemos uma ligação", disse à agência de notícias AFP a mãe de Daniela, Sandra Milena Pérez, em Pereira. Ela explicou que um vizinho ouviu gritos de socorro e chamou voluntários e socorristas profissionais para tentar salvar Daniela.
O terremoto sacudiu várias cidades da região cafeeira colombiana , na costa do Pacífico. Embora o governo de Abelardo de la Espriella , empossado na Presidência na última sexta-feira (7), tenha criado um comitê unificado para gestão da crise , não há um relatório nacional padronizado com atualizações constantes do número de mortos.
Agências de notícias como Reuters e AFP somam os óbitos a partir de declarações de governos locais, assim como a imprensa local —os números variam de 200 a mais de 250. O relatório mais recente divulgado pela Asocapitales, associação de capitais de departamentos do país, fala em 180 mortes e 222 desaparecidos.
Nesta quarta-feira (12), o governo de Espriella decretou três dias de luto.
Em Pereira e Cali, as famílias dormem nos parques com medo dos tremores secundários. Quadras inteiras foram reduzidas a escombros. "Com as mãos, com luvas, trabalhamos. É triste ver que o tempo está passando para encontrar gente com vida", disse Pablo César Ruiz, voluntário em Cali.
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Beatriz Arcos ficou presa por quase uma hora sob os escombros de seu apartamento, em Cali. Uma parede desabou sobre ela, que foi atendida no hospital e voltou para ver o que restou do prédio de três andares onde morava.
"É tão rápido que não dá para explicar. Meu marido sofreu, minha mãe se feriu nas pernas", contou Beatriz, ainda com as costas doloridas. Sentada em frente ao prédio, ela espera que seu filho consiga salvar documentos e algum pertence.
As equipes de emergência trabalhavam com guindastes, cães e máquinas, enquanto voluntários formavam correntes humanas para remover os escombros manualmente.
Várias instalações hospitalares foram danificadas, e muitos pacientes foram atendidos na calçada. As escolas públicas não abriram.
Os moradores se unem aos bombeiros com picaretas e pás e cavam com as mãos entre os escombros. Em alguns momentos, as equipes de resgate param para escutar algum sinal de vida. Um simples assobio de resposta anima as brigadas, disse o voluntário Andrés Felipe Mejía. Foi assim que chegaram até um homem e seu neto, um bebê, em um prédio desabado, embora a mãe da criança continuasse presa, afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mundo.