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Por que correr rápido tem mais impacto do que correr por vários minutos?

Galileu ·
Por que correr rápido tem mais impacto do que correr por vários minutos?

Para provocar uma resposta molecular significativa no organismo, não é preciso, necessariamente, passar uma hora e meia fazendo exercício.

Segundo um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, alguns minutos de exercício em alta intensidade podem desencadear mudanças na corrente sanguínea muito mais amplas do que uma sessão prolongada de atividade moderada.

No estudo, publicado nesta quinta-feira (13) na revista Cell Reports Medicine, pesquisadores compararam os efeitos de diferentes intensidades de exercício e descobriram uma diferença significativa entre as respostas do organismo.

Enquanto seis séries de corridas de 30 segundos, realizadas com esforço máximo, alteraram quase um quarto das proteínas analisadas imediatamente após o exercício, 90 minutos de ciclismo moderado e contínuo alteraram menos de 0,25% delas.

A corrida moderada em esteira provocou mais alterações do que o ciclismo moderado, mas ainda ficou muito abaixo da resposta observada depois das corridas intensas.

O que acontece no sangue Além das proteínas, o exercício de alta intensidade também provocou mudanças em mais de 200 metabólitos — moléculas produzidas ou utilizadas pelos processos químicos do organismo.

Logo após as corridas, houve ainda um aumento de proteínas relacionadas ao crescimento de vasos sanguíneos, à remodelação de tecidos e à sinalização hormonal.

Parte dessas alterações pode estar relacionada a um processo chamado liberação do ectodomínio.

Nele, proteínas que já estão presentes na superfície das células têm partes de sua estrutura clivadas — quando há divisão celular — e liberadas rapidamente na corrente sanguínea.

Dessa forma, elas podem aparecer no sangue sem que o organismo precise primeiro produzir novas proteínas e secretá-las.

Para investigar como o sangue alterado pelo exercício poderia afetar outros tecidos, os pesquisadores expuseram adipócitos humanos (células de gordura) a amostras coletadas depois das atividades físicas.

As células que receberam sangue coletado após as corridas apresentaram mudanças extensas na atividade de seus genes.

As alterações afetaram processos relacionados à maneira como as células utilizam combustível, respondem aos hormônios e detectam a disponibilidade de nutrientes.

O exercício moderado também provocou alterações no organismo, mas elas seguiram um padrão diferente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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