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Ações da Nestlé caem após Rússia confiscar ativos da empresa

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Ações da Nestlé caem após Rússia confiscar ativos da empresa

As ações da Nestlé caíram 2,5% hoje na Bolsa de Valores da Suíça hoje após o governo da Rússia determinar o confisco de operações da empresa no país .

A reação dos investidores provocou a queda diária com pico negativo de 2,88% nas ações da Nestlé na Bolsa de Valores da Suíça. Até a publicação desta reportagem, os papéis estavam cotados a 76,47 francos suíços, registrando uma baixa diária de 1,87 franco por ação.

A Nestlé informou que estuda todas as medidas possíveis para resguardar seus direitos de propriedade na Rússia. A gigante alimentícia, que contava com seis fábricas russas em 2025, ressaltou o compromisso em garantir a continuidade das operações no interesse de seus trabalhadores.

A Nestlé tomou ciência do decreto presidencial da Rússia, publicado ontem, que coloca a Nestlé Rússia sob administração externa temporária. A empresa está avaliando a situação e as opções disponíveis. A Nestlé está comprometida em adotar todas as medidas necessárias para proteger seus direitos e garantir a continuidade das operações, no interesse de todas as partes interessadas, especialmente de seus colaboradores. Nestlé, em comunicado aos investidores

Analistas de mercado avaliam que o confisco eleva o risco sobre a recuperação financeira das empresas afetadas. Embora o banco Vontobel aponte impacto limitado de 1% nas vendas globais da Nestlé, o J.P. Morgan alertou para a incerteza em resgatar valores dos ativos de forma similar ao ocorrido com a Danone.

O decreto emitido ontem à noite pelo presidente russo Vladimir Putin transfere o controle de ativos da Nestlé e de varejistas francesas para uma administradora russa. A medida atinge os negócios locais da Nestlé, além das redes francesas Auchan, FM Logistic e Leroy Merlin, rebatizada de Lemana Pro na Rússia. A rede de supermercados Auchan possui forte presença na Rússia, onde opera 241 pontos de venda e conta com mais de 33 mil empregados.

O Kremlin diz que o confisco se deve ao apoio da França à Ucrânia, com quem a Rússia está em greve desde 2022. Muitas companhias ocidentais deixaram o país ou diminuiram operações desde o início do conflito.

As autoridades russas têm endurecido as regras de saída para empresas estrangeiras e confiscado marcas multinacionais. Em 2023, o governo de Moscou assumiu o controle da Danone, que depois foi vendida para um sobrinho do líder checheno Ramzan Kadyrov, e deteve ativos da Carlsberg, Uniper e Fortum.

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