Copel: BBA vê combo “proteção + qualidade + dividendos” e mantém compra para ações
O Itaú BBA reiterou a recomendação de compra para as ações da Copel ( CPLE3 ), com preço-alvo de R$ 17,50 por ação, destacando a companhia como uma das empresas do setor elétrico brasileiro com melhor relação entre risco e retorno.
Segundo o banco, a Copel se destaca em um cenário de maior volatilidade macroeconômica, incertezas regulatórias e mudanças nas expectativas para os preços de energia por não depender de um único cenário positivo para entregar bons resultados.
A tese combina exposição diversificada aos negócios de distribuição e geração, baixa alavancagem, ativos reais e um perfil atrativo de dividendos.
Para o Itaú BBA, essa combinação oferece proteção contra perdas e maior consistência dos retornos em diferentes cenários.
O banco calcula uma taxa interna de retorno (TIR) de 12,4% para o investimento.
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Mesmo considerando possíveis efeitos do El Niño sobre o balanço energético da companhia, o BBA avalia que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da Copel permanece relativamente resiliente sob premissas mais conservadoras para o GSF (fator de ajuste da geração hidrelétrica), preços de energia e curtailment , quando há restrição ou corte da geração.
O banco também revisou a atualização de julho sobre alocação de capital e avalia que o prazo mais longo para convergência da alavancagem dá à Copel maior flexibilidade para financiar o crescimento sem comprometer a distribuição de dividendos.
Outro destaque é o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade), que, na visão do BBA, confirmou a necessidade crescente de flexibilidade do sistema elétrico brasileiro.
Os ativos Foz do Areia e Segredo já geraram valor relevante para a Copel, mas a combinação de uma curva de carga mais acentuada com o avanço das fontes renováveis e possíveis restrições de capacidade pode tornar novos leilões de capacidade mais frequentes.
Nesse cenário, o banco mantém Salto Caxias no radar para futuras oportunidades de monetização de capacidade.
Na distribuição, o BBA avalia que a Copel já atingiu a fronteira de eficiência da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), reduzindo o espaço para novos ganhos decorrentes apenas de cortes e otimização de custos.
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