Para mais da metade dos trabalhadores do país, sobra mês no fim do salário
Mais da metade (53%) dos trabalhadores brasileiros chegam ao fim do mês sem dinheiro suficiente para pagar todas as despesas depois de receber o salário.
O percentual ficou praticamente estável em relação a 2025, quando era de 54%.
Os dados são da nova edição da Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores, realizada pela datatech Serasa Experian com profissionais de empresas públicas e privadas que atuam em regime CLT ou como Pessoa Jurídica (PJ).
Do total de respondentes, 47% afirmam recorrer a recursos ou alternativas adicionais para fechar as contas, enquanto 6% chegam ao fim do mês sem dinheiro suficiente e sem utilizar nenhuma opção extra.
Apenas 47% conseguem encerrar o período com recursos disponíveis.
Leia também: Renda recorde é engolida por inflação e juros altos, que espremem bolso das famílias Segundo avaliação de Délber Lage, diretor de Soluções para RH da Serasa Experian, os dados mostram que a dificuldade de equilibrar o orçamento não é uma situação pontual para uma parcela relevante dos trabalhadores brasileiros.
“Quando mais da metade chega ao fim do mês sem recursos suficientes para cobrir todas as despesas e esse cenário praticamente não se altera de um ano para o outro, vemos uma pressão persistente sobre a saúde financeira.
Além de comprometer a capacidade de lidar com imprevistos, essa falta de margem pode levar à busca por alternativas para complementar a renda ou financiar despesas do dia a dia”, diz Lage.
Vida pessoal rotina profissional afetadas Na vida pessoal, entre os entrevistados que passaram ou ainda passam por problemas financeiros nos últimos cinco anos, 44% apontam irritabilidade e outros 44%, insônia como consequências da situação.
Além disso, outros impactos citados foram alterações acentuadas de peso, depressão, dores físicas e isolamento social.
Segundo a Serasa Experian, os resultados mostram que a pressão sobre o orçamento ultrapassa o momento de pagar as contas e afeta diferentes aspectos do bem-estar.
No ambiente profissional, os reflexos aparecem de forma específica: 51% relatam estresse no trabalho e 46%, exaustão extrema e esgotamento físico.
Além disso, 35% mencionam diminuição da atenção e 33%, queda de produtividade.
Lage lembra que, com a nova redação da NR-1 , os fatores psicossociais relacionados ao trabalho passaram a ser expressamente considerados no gerenciamento de riscos ocupacionais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.