Fim à lâmpada branca? Geração Z quer levar luz baixa até aos escritórios
Uma disputa aparentemente simples passou a dividir escritórios nos Estados Unidos : a intensidade da iluminação. Para alguns funcionários, as luzes fortes no teto ajudam na concentração e mantêm o ritmo de trabalho. Para outros, causam desconforto, cansaço visual e tornam o ambiente menos agradável.
O tema ganhou força nas redes sociais, especialmente no TikTok , onde trabalhadores mais jovens passaram a compartilhar soluções para escapar das tradicionais lâmpadas fluorescentes de escritório s, como usar luminárias próprias, cobrir luzes ou ajustar a iluminação das mesas.
Segundo reportagem do Business Insider , o debate virou mais um exemplo de diferença de preferências entre gerações no ambiente de trabalho.
Na Atlas Financial Solutions , empresa de Bakersfield, na Califórnia, a divisão ficou evidente. Funcionários mais jovens relataram incômodo com a iluminação intensa, enquanto colegas mais velhos disseram preferir ambientes mais claros.
Para Reyna Arredondo , especialista em folha de pagamento da empresa e integrante da Geração Z , a luz forte aumenta a sensação de pressão e ansiedade. Já a proprietária da companhia, Amanda DiGiacomo , afirmou que prefere a iluminação intensa porque sente que enxerga melhor a tela do computador e consegue manter o foco.
O Business Insider ouviu 11 funcionários de escritórios de seis empresas e dois designers de interiores para entender como a iluminação afeta a rotina profissional.
Para parte dos trabalhadores, as luzes fluorescentes ajudam na produtividade e facilitam a leitura. Para outros, o excesso de claridade provoca ofuscamento, dores de cabeça, fadiga ocular e distração.
A dificuldade para as empresas está em encontrar uma solução que funcione para todos. Assim como ocorre com a temperatura do escritório, a iluminação é uma preferência individual difícil de adaptar em ambientes compartilhados.
Na Atlas, funcionários chegaram a um acordo informal: a luz sobre a mesa de uma funcionária permanece ligada, enquanto a luminária sobre a estação de trabalho de uma colega da Geração Z fica desligada.
Outros trabalhadores buscaram alternativas próprias. Alguns passaram a usar softwares que deixam as telas em tons mais quentes, enquanto outros levaram abajures para suas mesas.
Em um caso relatado pelo Business Insider , uma consultora de marketing de 25 anos levou uma luminária para o escritório e acabou influenciando colegas da mesma geração. Depois disso, a empresa criou um orçamento para que funcionários da Geração Z comprassem suas próprias lâmpadas.
A discussão também chegou aos profissionais responsáveis por projetar ambientes corporativos.
A designer de interiores Lucia Fuentes , ouvida pelo Business Insider , afirma que a iluminação intensa de teto pode prejudicar a percepção de um espaço e defende ambientes com diferentes fontes de luz.
Segundo ela, o problema não é necessariamente ter iluminação forte, mas depender de uma única fonte uniforme para todo o escritório.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.