Mercado de bioinsumos deve fechar 2026 com alta de até 7% em valor e 10% em volume
Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA O mercado brasileiro de bioinsumos deve encerrar 2026 com crescimento de 5% a 7% em valor de vendas e de cerca de 10% em volume, na comparação com 2025, conforme projeção da Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio).
No primeiro semestre de 2026, o mercado cresceu 7% em volume em relação ao mesmo período do ano passado.
Em valor de vendas, porém, não houve incremento, principalmente em razão do atraso nas compras e maior pressão de preços nos insumos agrícolas.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! De acordo com a entidade, a desaceleração foi mais evidente no segundo trimestre, quando se intensificaram os problemas relacionados a preços e suprimento de fertilizantes e aumentaram as incertezas sobre os preços futuros das principais commodities agrícolas.
Com isso, produtores retardaram decisões de compra e passaram a concentrá-las mais próximas do início do plantio da safra de verão.
“O crescimento em volume mostra que a adoção dos bioinsumos continua avançando, mesmo em um ambiente mais desafiador.
Por outro lado, a diferença entre volume e valor evidencia a pressão sobre os preços médios, uma dinâmica que a indústria já vem acompanhando nos últimos anos.
A expectativa é de recuperação do ritmo de compras no segundo semestre, sustentando um fechamento positivo para 2026”, afirma a diretora de operações da ANPII Bio, Larissa Bonotto.
Perfil das tecnologias oferecidas Além do avanço da adoção, os dados mostram uma transformação no perfil das tecnologias oferecidas ao mercado.
Entre os biodefensivos, cresce a participação de produtos com mais de uma classe de uso, como nematicidas-fungicidas e acaricidas-inseticidas biológicos.
Nos inoculantes, também avançam formulações que combinam mais de uma espécie de microrganismo.
Essas categorias representaram 22% do valor das vendas no primeiro trimestre de 2026, ante 16% em 2025, indicando uma oferta mais diversificada e de maior valor agregado, em contraste com um mercado anteriormente mais concentrado nos produtos tradicionais, contendo apenas Bradyrhizobium e Azospirillum .
“Essa mudança no mix é um dos sinais de amadurecimento do mercado.
As empresas estão ampliando seus portfólios e incorporando tecnologias com diferentes funcionalidades e combinações de microrganismos”, ressalta Anderson Nora Ribeiro, sócio-fundador da 5P2R Marketing de Precisão, consultoria responsável pela Plataforma de Inteligência de Mercado da ANPII Bio.
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