Oferta do Irã para abrir Estreito de Ormuz, Lula na ONU e ata do Copom estão no foco
Os indicadores futuros de ações americanas diminuíram as perdas e as ações europeias passaram do campo negativo para o positivo nesta terça-feira (22), após a agência japonesa Kyodo noticiar que o Irã se ofereceu para reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias, o que faz o preço do petróleo desabar.
No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na abertura da Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) estão no radar.
Os investidores estão atentos a uma possível solução diplomática para o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, após a notícia também de que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, viajará para a a ONU.
Ele discursará na assembleia e apresentará as posições do Irã sobre o conflito, conforme a agência iraniana Tasnim.
Além disso, hoje o mercado está atento aos discursos dos presidentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Nova York, John Williams, e de Richmond, Tom Barkin, em busca de indicativos sobre os juros.
Na semana passada, o Fed aumentou os juros pela primeira vez em três anos, em um momento em que os EUA enfrentam dificuldades para controlar uma inflação persistente.
A atenção dos investidores também se volta para um encontro nesta semana em Washington entre o presidente americano Donald Trump e o chefe chinês Xi Jinping.
A expectativa é que sejam abordados assuntos como o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, inteligência artificial, metais de terras raras e tarifas.
No Brasil, a 12 dias da eleição, o mercado se volta para o discurso de Lula na ONU na manhã de hoje.
Ontem, o presidente reservou a segunda-feira nos Estados Unidos para fazer reuniões com figuras da esquerda global.
Lula tem alertado sobre o risco de interferência americana nas eleições.
Segundo pesquisa Quaest, o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 42%, e o presidente Lula, com 41%, estão empatados em eventual segundo turno da disputa.
No levantamento passado, Flávio aparecia com os mesmos 42%, enquanto Lula marcava 40%.
Além da eleição, o mercado monitoram as pistas sobre a Selic na ata do Copom hoje, antes da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) na sexta-feira.
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