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Balanço de Banco do Brasil (BBAS3) é preocupante e revisão das projeções é só questão de tempo, avalia BTG Pactual

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Balanço de Banco do Brasil (BBAS3) é preocupante e revisão das projeções é só questão de tempo, avalia BTG Pactual

Preocupante. Essa é a palavra que o BTG Pactual define o balanço do Banco do Brasil ( BBAS3 ) no segundo trimestre ( 2T26 ).

“À primeira vista, a demonstração de resultados parece fraca, embora tenha vindo, em grande parte, em linha com nossas estimativas. No entanto, quando analisamos o balanço patrimonial, especialmente os indicadores de qualidade de ativos, os índices de cobertura e a evolução do patrimônio tangível, o quadro se deteriora significativamente”, escreveram os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpigel, Bruno Henriques e Antonio Pascale em relatório a clientes.

A equipe destaca que, para além do segmento agro, a magnitude de deterioração nas carteiras de pessoa física ( PF ) e empresas foi “bastante” relevante.

Na carteira PF, a inadimplência acima de 90 dias saltou 159 pontos-base, para 8,41%, enquanto a formação de novos inadimplentes mais que dobrou. Já no segmento corporativo, a inadimplência acima de 90 dias subiu 31 pontos-base, para 3,2%. Entre as micro, pequenas e médias empresas, o indicador avançou 94 pontos-base, chegando a 9,7%.

Os analistas do BTG destacaram que não é segredo que o BB vem enfrentando sérios problemas em sua carteira do agronegócio, “possivelmente comparáveis apenas à crise de 1994-95, com o risco moral ( moral hazard ) também impactando os resultados no 2T26″.

A equipe, porém, chamou a atenção para a renegociação das dívidas rurais – que, na visão do BTG, está demorando mais do que o esperado.

Segundo os analistas, em reunião recente com a administração do BB, a medida foi descrita como importante ponte para reorganizar o fluxo de caixa dos produtores, reduzir a formação de nova inadimplência e apoiar uma recuperação gradual.

Porém, eles avaliam que os acontecimentos recentes sugerem que esses entraves foram maiores do que inicialmente esperado. “Isso reforça nossa visão de que a normalização da carteira agro do BB deverá ser mais lenta, menos linear e mais incerta”.

A equipe do BTG Pactual também vê riscos para novas revisões do guidance , que teve as projeções reduzidas no primeiro trimestre.

Em março, as expectativas de lucro líquido ajustado foram reduzidas de R$ 22 a 26 bilhões para R$18 a 22 bilhões, um corte de 17% no ponto médio da faixa.

“Considerando provisões acima da faixa projetada; lucro líquido ajustado rodando significativamente abaixo do guidance; deterioração contínua dos indicadores do balanço; benefícios da MP 1.376 demorando a se materializar; acreditamos que uma nova revisão para baixo das expectativas é apenas uma questão de tempo “, afirmaram Eduardo Rosman, Ricardo Buchpigel, Bruno Henriques e Antonio Pascale em relatório a clientes.

Em reação ao balanço, as ações BBAS3 operam em queda desde o início do pregão, recuando mais de 2% na mínima intradia.

Para o BTG Pactual, os números do 2T26 podem aumentar as preocupações do mercado no curto prazo, gerar novas revisões para baixo nas estimativas de lucro e continuar pressionando as ações.

“O Banco do Brasil possui uma franquia extremamente forte e uma equipe de gestão que, temos convicção, está trabalhando intensamente para reverter a situação.

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