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“Caixinha da alegria”: advogado teria ajudado a intermediar propina

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“Caixinha da alegria”: advogado teria ajudado a intermediar propina

Um dos alvos da Operação Merx, deflagrada na manhã desta sexta-feira (28) pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) e pela Corregedoria da Polícia Civil, o advogado Sidiclei da Costa Almeida é apontado pelas investigações como intermediário no pagamento de propinas a policiais civis da Grande São Paulo.

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), ele teria participado da negociação dos valores cobrados para a liberação irregular de cargas de eletrônicos contrabandeados.

De acordo com as investigações, os policiais exigiam pagamentos equivalentes a 70% do valor das mercadorias apreendidas .

Em troca, parte das cargas não era registrada ou era devolvida aos contrabandistas.

As exigências identificadas no inquérito chegaram a cerca de R$ 2,35 milhões.

Leia Mais Doleira da Lava Jato recebia para criar 'estrutura contábil' do PCC MPRJ denuncia policiais que receberam propina para não apreender carro Veja provas em celulares que levaram Deolane e Marcola a se tornarem réus As provas contra o advogado foram obtidas, segundo o MPSP, a partir da extração de dados do celular do contrabandista Thiago Marcel Magnabosco, apontado como integrante da organização criminosa.

As mensagens indicam que Sidiclei se deslocava até locais de abordagens policiais e orientava clientes sobre os valores das mercadorias apresentados aos agentes.

Entenda a operação: Operação mira policiais civis de SP por extorsão contra contrabandistas Advogado enviava fotos do dinheiro Em uma das conversas analisadas pelos investigadores, Sidiclei enviou uma foto de uma caixa de papelão cheia de maços de dinheiro em espécie após reunir o valor destinado ao chamado “acerto” com os policiais.

Na sequência, o advogado utilizou a expressão “caixinha da alegria” para se referir ao dinheiro e afirmou que o montante havia sido entregue.

Advogado Sidiclei da Costa Almeida • Reprodução O MPSP aponta que a atuação de Sidiclei teria ultrapassado o exercício da defesa técnica.

Em um dos casos investigados, ele cobrou R$ 35 mil em honorários e registrou no contrato de prestação de serviços que o trabalho envolvia a “resolução de problemas relacionados à apreensão (acerto)”.

PIX e empresas eram usados para ocultar valores Ainda segundo a investigação, o advogado fornecia chaves PIX de empresas e de terceiros para receber ou encaminhar valores relacionados ao esquema.

Essas pessoas seriam utilizadas como interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Para o Ministério Público, a utilização dessas contas também integra a suspeita de lavagem de capitais atribuída aos investigados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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