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Com corrida à Lua, países vão discutir padrão de horário para o satélite

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Com corrida à Lua, países vão discutir padrão de horário para o satélite

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As potências mundiais trabalham para chegar a um acordo sobre como medir a passagem do tempo na Lua . Uma minúscula diferença em relação à Terra ameaça a navegação e as comunicações justamente quando se intensificam os esforços para a colonização lunar.

Países devem votar em outubro um plano para lidar com o fato de que os relógios no satélite natural avançam uma fração mais rápido do que seus equivalentes terrestres, devido aos efeitos da gravidade.

A proposta para que o BIPM, entidade internacional de pesos e medidas, assuma um papel central na definição do horário lunar pode ser o primeiro passo para que ela amplie sua atuação a outros domínios cósmicos.

A discreta entidade, que funciona nos arredores de Paris , é a guardiã de medidas de referência, como o metro e o quilograma, que sustentam a vida moderna.

"Até agora, todas as agências espaciais com as quais conversamos concordam que, sem um horário lunar coordenado, não conseguirão concretizar suas aspirações de desenvolver tecnologias interoperáveis na Lua", afirmou Annette Koo, diretora do BIPM, em entrevista.

"Queremos fazer isso de uma forma que antecipe o futuro. Assim, quando as agências espaciais vierem conversar conosco sobre, por exemplo, a medição do tempo em Marte , poderemos simplesmente pegar o que fizemos agora e reproduzi-lo."

O ajuste do relógio lunar é necessário devido a um fenômeno conhecido como dilatação do tempo, descrito pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein . Em resumo, quanto maior a massa de um corpo celeste, mais ele curva o espaço-tempo —e mais lentamente o tempo passa em suas proximidades.

O que significa isso? Uma pessoa que passasse 30 anos em Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, seria cerca de 18,4 segundos mais jovem do que se tivesse passado essas três décadas na Terra. Por outro lado, alguém que ficasse 30 anos na Lua seria em torno de 0,629 segundo mais velho do que se tivesse permanecido na Terra, segundo uma estimativa aproximada elaborada pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA.

Isso equivale a dizer que, na Lua, o tempo passa 57 microssegundos por dia mais rápido do que no nosso planeta. Essa diferença é imperceptível para os seres humanos, mas pode ser crucial para uma missão lunar. Mesmo nesse curto intervalo, as ondas de luz usadas nos sistemas de comunicação percorrem 17 km.

Deixar de levar isso em conta pode causar um erro de navegação desastroso. Uma espaçonave poderia pousar em um rochedo lunar em vez de em uma cratera, ou a posição de um astronauta em órbita da Lua poderia ser calculada incorretamente.

A cronometragem lunar de alta precisão também é essencial para o bom funcionamento das redes de comunicação celular. Ela ajuda a garantir que os sinais permaneçam dentro das faixas de frequência alocadas e não interfiram uns nos outros.

A necessidade de um horário padrão para a Lua torna-se cada vez mais urgente à medida que países intensificam seu interesse e suas atividades por lá.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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