Única planta nativa da Antártica tem genoma mapeado e pode revelar mistério
Uma equipe liderada por pesquisadores chilenos produziu o mapa genético mais completo, até o momento, de uma das duas únicas plantas com flores que crescem naturalmente na Antártica, o que pode ajudar no desenvolvimento de culturas resistentes a condições climáticas extremas.
A espécie Colobanthus quitensis há muito tempo desperta o interesse científico por sua capacidade de sobreviver às temperaturas congelantes , à escassez de água e aos altos níveis de radiação ultravioleta na Antártica, um dos ambientes mais frios e secos do planeta.
Com o calor recorde e a seca prolongada aumentando a urgência do dem muitas partes do mundo sobre como adaptar aebate agricultura, os cientistas afirmaram que agora estão equipados para começar a avaliar se as características da planta podem ser transferidas para culturas agrícolas por meio de técnicas de edição genética.
Leia Mais Vulcão antártico é 'berço' de microrganismo inédito achado por brasileiras Cientistas identificam planta peluda carnívora e comprovam teoria de Darwin Empresa promete ressuscitar antílope-azul extinto há 200 anos Lula recebe carta na ONU pedindo proteção da Antártica | CNN PRIME TIME O estudo, publicado no periódico “Genome Biology and Evolution” da Oxford University Press, reuniu todos os 40 andaimes em escala cromossômica que compõem o projeto genético da planta, no âmbito de um projeto conhecido como Polarix.
LEIA MAIS: Asteroide que matou dinossauros teve efeito imediato na Antártica “Conseguimos sequenciar e montar todo o genoma”, disse Eduardo Castro, pesquisador associado do Centro Internacional do Cabo Horn, no Chile, e principal autor do estudo, juntamente com Claudio Meneses, da Pontifícia Universidade Católica do Chile.
“A ideia não é criar plantas transgênicas.
A ideia é editar o genoma de uma planta com valor nutricional”, disse Castro. document.createElement('video'); https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/08/plantas-1-1.mp4 Identificar genes individuais é mais fácil depois que um genoma é mapeado, mas ainda pode levar tempo.
Depois disso, Castro afirmou que os cientistas podem precisar de cinco a dez anos para desenvolver aplicações comerciais.
Uma equipe na Califórnia apoiou os cientistas chilenos, que afirmaram que seu trabalho se baseou em esforços anteriores do Instituto Coreano de Pesquisa Polar.
Esse trabalho produziu apenas uma versão parcial do genoma e não foi publicado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.