Ex-atletas da NBA querem forçar WNBA a definir o que é uma mulher
Dois ex-jogadores da NBA, Enes Kanter Freedom e Royce White, declararam intenção de participar do draft da WNBA, a principal liga profissional de basquete feminino dos Estados Unidos.
A medida busca pressionar a organização a enfrentar uma lacuna jurídica sobre o que significa ser mulher para fins de elegibilidade.
O debate se intensificou depois que a jogadora Sophie Cunningham disse, em julho, que apoiava restrições a meninas e mulheres transgênero nos esportes femininos.
As informações são da ESPN .
Cunningham disse ter recebido “muitos comentários negativos” dizendo que ela “odeia pessoas trans” .
A jogadora declarou: “Acho que estou aqui para oferecer amor.
Mas também acho que, junto com esse amor, existem a verdade e a honestidade.
E quero proteger meninas, em um vestiário ou no esporte, que não deveriam ter de enfrentar homens biológicos”.
A WNBA não tem uma definição formal de mulher em sua convenção coletiva de trabalho.
O documento estabelece que “somente jogadoras que são mulheres são elegíveis para jogar” , sem especificar critérios.
Em um vídeo publicado no Instagram em agosto, Enes Kanter Freedom disse que, se tudo o que é necessário para integrar a WNBA é “declarar quem você é” , então ele cumpre “todos os requisitos” para competir na liga.
“Minha equipe e eu analisamos cuidadosamente os critérios de elegibilidade e as normas referentes à autoidentificação e à inclusão.
Com base nas diretrizes atuais, posso declarar — e declaro oficialmente — minha elegibilidade para o próximo draft da WNBA, em abril de 2027” , escreveu na legenda da publicação.
“Sei que minha presença em quadra suscitará opiniões fortes.
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