Vander propõe academia internacional para combater crime nas fronteiras
A posição geográfica que transforma Mato Grosso do Sul em peça-chave para a integração econômica da América do Sul também expõe o Estado a um dos maiores desafios da segurança pública: o avanço do crime organizado pelas fronteiras.
Diante desse cenário, o deputado federal Vander Loubet (PT), candidato ao Senado da República, propõe a criação da Academia Internacional de Segurança Pública do Mercosul, com sede em território sul-mato-grossense.
A proposta prevê uma instituição permanente voltada à formação especializada, intercâmbio de inteligência e elaboração de estratégias conjuntas entre forças policiais dos países do bloco.
Ponta Porã aparece como uma das possibilidades para receber a estrutura, principalmente pela ligação direta com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
A iniciativa parte de uma realidade cada vez mais presente na fronteira: enquanto os limites territoriais determinam a atuação das autoridades de cada país, eles pouco representam para as organizações criminosas.
Facções utilizam corredores internacionais para movimentar drogas, armas, dinheiro proveniente de atividades ilícitas e mercadorias contrabandeadas.
Na avaliação que sustenta a proposta de Vander, enfrentar estruturas transnacionais apenas com ações isoladas de cada país já não responde à dimensão alcançada pelo crime organizado.
A academia funcionaria como espaço permanente de cooperação, reunindo policiais e especialistas para capacitação técnica, produção de conhecimento, intercâmbio operacional e desenvolvimento de estratégias integradas.
Fronteira no centro da estratégia Mato Grosso do Sul reúne características que dão peso à iniciativa.
Além da extensa fronteira com Paraguai e Bolívia e da presença de rotas utilizadas pelo tráfico e contrabando, o Estado está diante de uma transformação logística com a consolidação da Rota Bioceânica.
É nesse ponto que desenvolvimento econômico e segurança passam a dividir a mesma agenda.
A ligação continental abre perspectivas para comércio, turismo, investimentos e maior circulação de mercadorias entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
Ao mesmo tempo, o aumento do fluxo internacional exigirá reforço na fiscalização e maior integração entre os organismos de segurança.
O documento que apresenta a proposta alerta justamente para essa dupla realidade: a Bioceânica amplia oportunidades econômicas, mas também traz riscos de expansão das organizações criminosas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.