Câncer de mama no cérebro: os avanços que estão mudando o tratamento
Receber a notícia de que um câncer de mama atingiu o cérebro é uma das situações mais difíceis para uma paciente e sua família.
Durante muito tempo, esse diagnóstico esteve associado a poucas possibilidades de tratamento e a um prognóstico bastante limitado.
Hoje, embora continue sendo uma complicação grave, a medicina dispõe de recursos que permitem controlar a doença por períodos mais prolongados em determinadas pacientes.
Essa mudança envolve avanços na neurocirurgia , na radiocirurgia e nos tratamentos oncológicos .
Mais importante ainda, exige uma avaliação individualizada, porque nem toda metástase cerebral precisa ser operada e nem todas as pacientes se beneficiam da mesma estratégia.
Por que o câncer de mama pode atingir o cérebro? As metástases cerebrais surgem quando células de um tumor localizado originalmente na mama alcançam o cérebro pela circulação sanguínea e começam a se multiplicar.
Trata-se de uma manifestação do câncer de mama avançado , e não de um novo câncer cerebral.
É importante esclarecer que essa não é a evolução habitual da doença.
A maioria das mulheres diagnosticadas com câncer de mama não desenvolverá metástases cerebrais.
O risco é maior em determinados subtipos, especialmente nos tumores HER2-positivos e triplo-negativos , sobretudo quando já existe doença metastática.
Sintomas que merecem atenção Os sintomas variam conforme a localização e o tamanho das lesões.
Dores de cabeça persistentes ou progressivas, crises convulsivas, alterações da visão, dificuldades para falar, perda de força e problemas de equilíbrio podem indicar comprometimento neurológico .
Continua após a publicidade Em algumas situações, porém, as metástases são identificadas em exames antes de provocar sintomas.
Uma alteração neurológica nova em uma paciente com câncer precisa ser investigada, sem que isso signifique necessariamente a presença de metástases.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.