Entenda o que é a amnésia imunológica do sarampo e os riscos à saúde
Imagine que o sistema imunológico seja uma biblioteca com informações sobre as infecções que o corpo humano enfrentou ao longo da vida.
Após o sarampo, páginas de alguns livros desse acervo são apagadas.
Com essa analogia, a bióloga Patrícia Rosa Vanderborght, responsável pelo setor de imunização humana do Richet Medicina e Diagnóstico da Rede D’Or, explica como a amnésia imunológica pode acometer o organismo após a infecção pelo sarampo.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná A doença é de transmissão respiratória e causada por um vírus.
Os sintomas mais comuns são febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantemas), conjuntivite, coriza, mal-estar e tosse seca.
O sarampo evolui em quatro períodos: 1) incubação, que dura em torno de dez a 15 dias; 2) catarral, de dois a quatro dias, quando aparecem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e as manchas brancas na mucosa oral, chamadas de Koplik; 3) exantemático, de quatro a seis dias, é a fase marcada pelo aparecimento das manchas vermelhas que se iniciam no rosto, atrás da orelha, e se espalham para o tronco, braços e pernas; 4) convalescença, quando o paciente apresenta descamação.
Esse último período marca a recuperação.
Amnésia imunológica do sarampo “Amnésia imunológica é a perda de parte da imunidade adquirida, que pode acontecer após uma infecção pelo vírus do sarampo.
Guardamos memórias de microrganismos que já encontramos e conseguimos produzir anticorpos novamente quando somos expostos a eles.
O vírus do sarampo pode atingir células importantes para essa memória e reduzir parte desse repertório”, explica Vanderborght.
Um grupo de cientistas de Harvard acompanhou crianças não vacinadas antes e depois do sarampo.
Segundo os pesquisadores, a infecção eliminou entre 11% e 73% do repertório de anticorpos preexistentes, a depender do paciente.
O estudo foi publicado na revista Science.
Outro trabalho, divulgado na Science Immunology, mostra alterações duradouras no repertório de células B de memória após a infecção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.