Para analistas, inflação abaixo do esperado favorece corte de juros
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, caiu 0,40% em agosto .
A mediana da expectativa dos analistas, contudo, era de 0,30%.
O recuo maior do que o esperado, avaliam os agentes econômicos, ajuda a manter a perspectiva de corte da taxa básica de juros do país , a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ( BC ), nos dias 15 e 16 de setembro.
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“A média dos núcleos subiu apenas 0,23%”, diz Spyer.
“Tivemos nova deflação nos alimentos no domicílio e também nos preços livres.
O índice de difusão subiu a 52%, mas ainda é um nível bastante confortável.” Fatores pontuais O economista observa que boa parte da deflação, porém, resultou de fatores pontuais.
Nesse caso, contam, principalmente, a energia elétrica, com o bônus de Itaipu, além da queda das passagens aéreas e dos combustíveis.
“Para o Banco Central, o resultado é positivo e reduz um pouco a pressão sobre o cenário inflacionário”, afirma.
“Mas ainda é cedo para comemorar uma vitória definitiva contra a inflação.” Efeito positivo O economista acrescenta que o efeito do IPCA-15 no mercado foi favorável.
“A reação é de queda dos juros futuros, principalmente nos contratos mais curtos e médios, enquanto os investidores avaliam justamente se essa melhora terá continuidade”, diz.
“Em resumo, a mensagem é que o IPCA-15 veio muito bom, os núcleos ajudaram, mas agora começa o teste de verdade.
Vamos saber se a inflação continuará desacelerando sem a ajuda de efeitos sazonais e temporários.” Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, também acredita que a prévia da inflação deve contribuir com um alívio adicional na curva de juros mais curta.
Ele nota que a queda da inflação ocorre simultaneamente a outros fatores positivos, como o recuo do preço do petróleo e com pequenas baixas da cotação do dólar.
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