PCC buscava expandir esquema do transporte de SP para saúde e ONGs, diz MP
As investigações que resultaram na operação contra a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo em São Paulo, realizada na manhã desta quinta-feira (17), apontam a intenção da organização de expandir o esquema para a área da saúde da cidade e para a criação de ONGs.
De acordo com o MPSP, a atuação do grupo extrapolaria o tráfico de drogas, abrangendo a utilização de empresas de transporte e estruturas da área da saúde na capital paulista.
Diálogos interceptados mostram que José Daniel Satilite, sócio de empresas de transporte supostamente envolvidas no esquema que é alvo da operação, mencionou a intenção de criar uma organização não governamental.
Leia Mais MP: Ex-chefe da SPTrans tratava de interesses do PCC com empresas de ônibus "Vou provar minha inocência", diz Milton Leite, alvo de operação em SP Ex-vereador Milton Leite é citado como operador de empresas ligadas ao PCC Apesar de não mencionar indícios do esquema criminosa nessa instituição, a investigação constatou que José atuava formalmente como conselheiro da ACENI (Associação das Crianças Excepcionais de Nova Iguaçu), entidade do Rio de Janeiro com atuação em vários municípios paulistas.
A infiltração na área da saúde e em ONGs (Organizações Não Governamentais), segundo as apurações, visava reproduzir o mesmo modelo de atuação uado no transporte coletivo.
A estratégia serviria para diversificar e inserir a organização em contratos públicos, expandindo a atuação.
Atuação no transporte Pelo menos 12 das 22 empresas que operam no sistema de transporte coletivo da capital paulista são, em tese, controladas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo a investigação do Ministério Público de São Paulo.
Os empreendimentos já foram objeto de investigações anteriores por parte da Polícia Civil e do Ministério Público, inclusive com denúncias já ofertadas.
Milton Leite (União Brasil) é apontado como o operador de algumas dessas empresas de transportes controladas pela facção.
Relatos de policiais militares à Justiça indicam que o político seria o dono de fato da empresa Transwolff.
Ao longo das apurações, foi identificado, ainda, um envolvimento do PCC no financiamento de campanhas políticas nas eleições para prefeitos e vereadores de 2024.
De acordo com o Ministério Público, diálogos extraídos de celulares apreendidos mencionam as campanhas de Danilo Morgado (PL) e o apoio de José Ronaldo Alves de Sales, ex-funcionário da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).
A operação A Operação Vectura Corrupta é realizada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) na manhã desta quinta-feira.
Até o momento, nove suspeitos foram presos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.